Uma vaga pede CNH categoria B, inglês avançado, Excel avançado e registro ativo no conselho. Você tem os quatro, mas o seu currículo diz “habilitado”, “inglês”, “pacote Office” e nada sobre o conselho. Para quem lê com pressa, e para a leitura automática, dois desses requisitos não estão lá e os outros dois estão vagos demais para contar. O problema não é o que você tem, é o que o texto mostra.
Este guia é sobre esse problema: como deixar visível, e verdadeiro, o que a vaga exige. Para separar obrigatório de desejável, veja a diferença entre requisitos obrigatórios e desejáveis. Para decidir se vale se candidatar quando falta algum, veja se candidatar sem ter todos os requisitos.
Por que um requisito que você tem pode não aparecer?
Porque a leitura de um currículo, por pessoa ou por sistema, procura o que a vaga escreveu. Se a vaga escreveu “CNH categoria B” e o currículo diz “habilitado”, a ligação entre os dois depende de alguém deduzir. Se a vaga escreveu “Excel avançado” e o currículo diz “pacote Office”, a dedução vai na direção errada, porque pacote Office costuma ser lido como nível básico.
É por isso que a análise gratuita do AjustaCV trata os requisitos da vaga como perguntas. Quando o currículo mostra o requisito, ele aparece como atendido. Quando não mostra, aparece como pergunta, com a frase “Não encontrado não é não ter” e dois botões, “Tenho, sim” e “Não tenho”. Só quando o currículo mostra algo diferente do que a vaga pede, uma categoria de CNH menor, por exemplo, o requisito aparece como eliminatório. Um “não encontrado” é um aviso sobre o texto, não um veredito sobre você.
Como escrever um requisito para que ele seja encontrado?
Três regras valem para qualquer requisito obrigatório:
- Use o nome que a vaga usa.Se a vaga diz “CNH categoria D”, escreva “CNH categoria D”, não “habilitação para ônibus”.
- Escreva o estado. Ativo, válido, concluído, em andamento. Um registro sem o estado obriga o recrutador a perguntar.
- Coloque onde é procurado e onde é provado. O topo do currículo para o que se confere de relance, a experiência para o que se prova com uso.
CNH, registro profissional, inglês e Excel: onde cada um entra
| Requisito | Onde colocar | Como escrever |
|---|---|---|
| CNH | Cabeçalho ou informações adicionais, e na experiência se você dirigia no trabalho | Categoria, observações como EAR e validade, por exemplo “CNH categoria D, com EAR” |
| Registro no conselho | Ao lado do nome ou no título, e na seção de certificações | Sigla do conselho, estado ou região, número e situação, como “COREN-SP 123456, ativo” |
| Inglês | Seção de idiomas e na experiência em que você usa | Nível e uso real: “Inglês avançado, reuniões semanais com a matriz” |
| Excel | Competências e na experiência | Nível pelo que você faz: tabela dinâmica, PROCV, painel, macro |
Cada um desses tem um guia próprio. Para habilitação, veja quando e como colocar a CNH. Para o conselho, veja onde colocar o registro profissional. Para idioma, veja como declarar o nível de inglês. Para Excel, veja como declarar Excel e informática por nível.
Como provar um requisito de uso, como idioma e Excel?
CNH e registro se provam com um documento. Idioma e Excel se provam com uso, e o uso precisa estar escrito. Uma palavra na lista de competências diz que você afirma saber. Uma linha de experiência diz o que você fez com isso.
Antes: Inglês avançado. Excel avançado.
Depois: Conduz em inglês a reunião semanal de indicadores com a matriz e mantém em Excel o painel mensal de custos, com tabela dinâmica e PROCV sobre 12 mil linhas.
A segunda versão não é mais longa por enfeite. Ela responde à pergunta que o requisito faz, consegue fazer o trabalho nesse nível, e dá ao entrevistador algo concreto para conferir.
O que nunca escrever para cumprir um requisito?
Nunca escreva um requisito que você não tem, nem o arredonde para cima. Inglês intermediário não vira avançado porque a vaga pede avançado. Uma CNH em processo não vira CNH. Um registro vencido ou suspenso não vira ativo. Esses requisitos são justamente os mais fáceis de checar: há teste de idioma, conferência de documento na admissão e consulta pública de inscritos na maioria dos conselhos.
Quando falta um requisito, o currículo honesto mostra o mais próximo que você tem, com o nome dele, e deixa a decisão para quem contrata. “Inglês intermediário, leitura diária de documentação técnica” não finge ser avançado, mas mostra uso real. Se a candidatura fizer uma pergunta sobre o requisito, responda com a verdade. As perguntas eliminatórias da Gupy e as perguntas de triagem do LinkedIn têm guias próprios.
Como conferir o currículo contra a vaga antes de enviar?
Copie os requisitos obrigatórios da vaga em uma lista. Ao lado de cada um, cole a frase do currículo que o mostra. Se não houver frase, há duas saídas: você tem e precisa escrever, ou você não tem e precisa decidir se envia assim. A lista leva cinco minutos e evita a candidatura que cai por um requisito que você cumpria.
Para fazer essa conferência com a vaga real, cole o texto do anúncio e o currículo na análise gratuita. Ela mostra quais requisitos o currículo já atende e quais ficaram como pergunta. Se o texto precisar de uma reescrita completa para a vaga, a otimização custa R$ 9,90 via PIX em /checkout, e não acrescenta ferramenta, certificação ou idioma que o seu currículo não tenha.
Perguntas frequentes
Onde colocar um requisito obrigatório no currículo?
Em dois lugares: onde ele é conferido rápido, como o cabeçalho, o título ou a seção de certificações, e onde ele é provado, dentro da experiência em que você o usou. Uma CNH, um registro no conselho ou uma certificação cabem no topo. Inglês e Excel precisam também de uma linha de experiência que mostre o uso.
Se a análise diz “não encontrado”, quer dizer que eu não tenho o requisito?
Não. Quer dizer que o texto do currículo não mostrou o requisito de um jeito que a leitura reconhecesse. Não encontrado não é não ter. Se você tem, o próximo passo é escrever no currículo com o nome que a vaga usa. Se não tem, não escreva.
Posso escrever um requisito que estou quase cumprindo?
Pode, se escrever exatamente o estado em que ele está: “CNH categoria B em processo, exame prático agendado”, “inscrição no conselho em andamento”, “curso de Excel avançado em andamento, conclusão prevista para o próximo mês”. O que não pode é escrever como concluído o que ainda não está.
O que fazer quando não tenho um requisito obrigatório?
Primeiro, veja se ele é mesmo obrigatório ou se a vaga só o lista sem marcação. Depois, decida se a candidatura ainda faz sentido. Se fizer, mostre o que você tem de mais próximo, sem fingir que é a mesma coisa, e responda com a verdade se a candidatura fizer uma pergunta sobre ele.
Responder “sim” a uma pergunta de triagem sem ter o requisito ajuda?
Pode até passar pela triagem, mas o requisito vai ser conferido depois, na entrevista, no teste ou na admissão, e a candidatura cai ali, com a sua credibilidade junto. Um requisito como CNH, registro profissional ou idioma é dos mais fáceis de checar.
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