A CNH vai para o currículo sempre que a vaga envolve deslocamento ou cita a habilitação no anúncio, e ela se escreve assim: “CNH categoria B”, sem número e sem enfeite. Quem só a coloca em vaga de motorista deixa de fora uma informação que o vendedor externo, o técnico de campo e o auxiliar de logística precisam ter à vista, porque em muitos formulários de candidatura a habilitação é filtro antes de ser diferencial.
“Não é vaga de motorista” é o raciocínio que tira a CNH de quem precisa dela
O anúncio de vendedor externo diz “possuir CNH”. O de técnico de campo diz “CNH B e veículo próprio”. O de auxiliar de logística, às vezes, pede “CNH A ou B” para cobrir entregas curtas. Nenhuma dessas vagas é de motorista, e todas exigem a carteira. Se ela não aparece no currículo, o recrutador que está passando por cem candidaturas lê o silêncio como “não tem”.
O sistema pesa ainda mais do que a pessoa. Quando o formulário traz a pergunta “possui CNH?”, uma resposta em branco, ou um currículo em que a palavra nunca aparece, deixa você fora antes de alguém ler o resto. É o mesmo mecanismo das perguntas de elegibilidade que o post sobre a Gupy descreve.
Cada categoria diz um tipo de veículo, e o currículo precisa dizer a sua
As categorias estão no artigo 143 do Código de Trânsito Brasileiro. A tabela resume o que cada uma habilita e a que tipo de vaga ela costuma responder.
| Categoria | O que habilita | Vagas em que aparece |
|---|---|---|
| A | Veículos motorizados de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral | Motofretista, entregador de moto, técnico que se desloca de moto |
| B | Veículos de até 3.500 kg de peso bruto total e até oito lugares além do motorista | Vendedor externo, técnico de campo, representante, motorista de carro de passeio |
| C | Veículos de carga com peso bruto total acima de 3.500 kg | Motorista de caminhão e de veículo de carga pesado |
| D | Veículos de passageiros com mais de oito lugares além do motorista | Motorista de ônibus e de van de transporte de passageiros |
| E | Combinações de veículos: unidade tratora (B, C ou D) com unidade acoplada de 6.000 kg ou mais, ou com mais de oito lugares | Carreta, bitrem e ônibus articulado |
Categorias combinadas aparecem juntas na carteira: AB é a moto e o carro, e é assim que se escreve. Quem dirige caminhão e carreta escreve o que tem, por exemplo “CNH categoria E”, e o post sobre o currículo de motorista de caminhão detalha o que mais entra nesse caso.
A categoria e o veículo próprio vão na primeira metade do currículo, sem número de carteira
A forma que funciona é curta: “CNH categoria AB, veículo próprio (moto e carro)”. Ela cabe no cabeçalho, ao lado da cidade e do telefone, ou na seção de informações adicionais. Para as vagas em que dirigir é parte do trabalho, prefira o cabeçalho: é o primeiro lugar para onde o olho vai.
Antes (exemplo): currículo de vendedor externo sem nenhuma menção à habilitação.
Depois (exemplo):“Diego Alves Souza, São Paulo (zona leste), telefone e e-mail. CNH categoria AB, moto e carro próprios, disponível para rotas na Grande São Paulo.”
Duas regras evitam problema depois. Escreva “veículo próprio” apenas se ele existe e funciona, porque a empresa vai contar com ele nas rotas. E nunca coloque o número da carteira: o recrutador só precisa da categoria para decidir, e o número é um dado pessoal que não muda nada nessa fase, como explica o post sobre quais dados pessoais colocar no currículo.
Para quem dirige como profissão, a observação EAR muda o que a empresa pode contratar
EAR quer dizer “Exerce Atividade Remunerada”. É uma observação inscrita no campo de observações da CNH, prevista no artigo 147 do CTB, para quem dirige como fonte de renda: taxista, motorista de aplicativo, motofretista, motorista de van, de ônibus e de caminhão. A empresa que contrata alguém para dirigir costuma conferir se ela consta.
Por isso quem se candidata a vaga de condutor escreve a categoria e a observação juntas: “CNH categoria A, com EAR” para o motofretista, “CNH categoria D, com EAR” para o motorista de van. O currículo do motofretista mostra como o resto da experiência de entregas é escrito em volta disso. Se você ainda não tem a observação, é o Detran do seu estado que a inclui, e vale resolver antes de se candidatar.
Em vaga de escritório sem deslocamento, a CNH ocupa espaço sem mudar a decisão
Nem toda vaga precisa da carteira. Numa vaga de analista, de assistente administrativo ou de atendimento interno, ela não muda quem é chamado. Nesses casos, a linha some para dar lugar a algo que o anúncio pede: uma ferramenta, um número, uma certificação.
A exceção é a vaga que menciona a habilitação, mesmo que de passagem (“desejável CNH B”). Se o anúncio citou, escreva. A CNH custa uma linha e, em vagas de vendas externas, uma das que o currículo de vendedor externo precisa cobrir logo de saída.
A habilitação é uma linha de currículo, e o custo de esquecê-la é a vaga inteira
Escreva a categoria, o veículo próprio quando existir e a observação EAR quando a vaga é de condutor. Uma carteira que existe e não aparece no currículo é uma candidatura que o filtro descarta antes de alguém lê-la, e é um erro que quase nunca volta como feedback. Para ver se o seu texto entrega o que a vaga procura, a análise gratuita do AjustaCV lê o currículo com a vaga colada, do jeito que um ATS leria. A otimização completa custa R$ 7,80 via PIX em /checkout.
Perguntas frequentes
Precisa colocar CNH no currículo?
Precisa quando a vaga envolve deslocamento (vendedor externo, técnico de campo, entrega, representante) ou quando o anúncio menciona a habilitação. Nesses casos a CNH é requisito, e muitos formulários a tratam como filtro. Em vagas de escritório sem qualquer deslocamento, a habilitação não muda a decisão e pode ficar de fora sem prejuízo.
Como escrever a CNH no currículo?
Escreva apenas a categoria, no formato CNH categoria B ou CNH categoria AB, no cabeçalho ou na seção de informações adicionais. Se for verdade e relevante para a vaga, acrescente veículo próprio e diga qual (carro ou moto). Nunca escreva o número da carteira: o recrutador precisa da categoria para decidir, e o número é dado pessoal que não ajuda em nada nessa etapa.
O que é EAR na CNH e devo colocar no currículo?
EAR é a sigla de Exerce Atividade Remunerada, uma observação inscrita na CNH de quem dirige profissionalmente, como taxista, motorista de aplicativo, motofretista, motorista de van ou de caminhão. Se a vaga é de condutor, escreva CNH categoria D com EAR, por exemplo, porque a empresa precisa dessa condição para contratar você para dirigir.
Posso colocar a CNH se ela está vencida?
Não escreva a categoria como se estivesse válida. Uma carteira vencida não habilita você a dirigir, e a empresa costuma conferir os documentos na admissão. Se a renovação está em andamento, escreva isso com clareza (CNH categoria B, em renovação) ou espere a nova carteira antes de se candidatar a vagas em que dirigir é parte do trabalho.
Quem só tem CNH de moto (categoria A) pode se candidatar a vaga de carro?
Não. A categoria A habilita a conduzir veículos de duas ou três rodas, e a categoria B, o carro. Quem tem só a A precisa da B para vagas que exijam dirigir carro. Para vagas de entrega de moto ou técnico que se desloca de moto, a A basta, e o currículo deve dizer moto própria se for o caso.
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