Landing pages no currículo costumam virar uma lista de ferramentas: WordPress, Elementor, Webflow, RD Station, e nada sobre a página em si. O recrutador que lê uma vaga de marketing quer saber o que a página fazia no funil, quem chegava até ela e o que acontecia depois. Este guia mostra como escrever cada página pelo objetivo, pela conversão, pelo teste e pela integração com anúncio e CRM. Vale para quem trabalha com tráfego pago e para quem montou uma página de captação em loja ou curso.

Escreva a landing page pelo objetivo, e a ferramenta depois

O objetivo é o que a página cumpria: captar cadastro, vender uma oferta ou agendar uma conversa. Quando você escreve o objetivo, a ferramenta vira um detalhe útil, e não a única informação da linha. Se a vaga pede a ferramenta, ela continua na linha, mas ao lado da função.

Antes:“Criei landing pages no WordPress e no RD Station.”

Depois:“Desenhei duas landing pages de captação para o programa de bolsas de um curso, cada uma com uma oferta diferente, e liguei os formulários à fila de matrículas.”

Se você ajustou o código da página, a parte técnica tem seu lugar no post sobre HTML e CSS no currículo. Para a linha de execução, o objetivo continua sendo o centro.

Taxa de conversão só se escreve com quem entrou e quem respondeu

Escreva a taxa com o total de visitas e o total de envios do formulário, no mesmo período. Os dois números precisam estar na mesma frase. Se você tem só um deles, escreva o que tem. Uma taxa calculada de memória é a primeira coisa que a entrevista vai testar.

Antes:“Aumentei a taxa de conversão das páginas.”

Depois:“A página de captação de bolsas converteu 6,4% dos visitantes únicos em cadastros no primeiro trimestre, contra 3,1% da versão anterior.”

Não há taxa padrão que sirva de comparação para todos os produtos, então compare a sua com a versão anterior ou com o objetivo que a campanha tinha. Se os números de visita vinham do Google Analytics, o relatório que você usou entra na linha, e o post sobre GA4 no currículo explica quais eventos valem ser contados.

Teste A/B: escreva a hipótese, as duas versões e o resultado, mesmo quando foi empate

Descreva o teste com a hipótese, as duas versões e o que aconteceu. Um teste sem hipótese é só troca de cor. A hipótese diz o que você achava que ia acontecer e por quê. Um empate também é resultado: ele diz que aquela mudança não importava para aquele público, e o recrutador entende isso como raciocínio.

Antes:“Fiz testes A/B nas páginas.”

Depois:“Testei um título com promessa de prazo contra um título que descrevia o método; a versão com o método teve mais cadastros, e a promessa de prazo foi para a campanha de inverno.”

Se o teste não tinha amostra suficiente para uma conclusão, diga que foi uma leitura inicial. Frase honesta vale mais do que um vencedor inventado, e a entrevista costuma perguntar quanto tempo o teste rodou.

Tempo de publicação conta quando ele responde a um prazo real

Escreva o prazo de publicação somente quando houve uma data que ele cumpria, como um lançamento, um evento ou uma campanha. Sem prazo, o tempo não diz nada. E velocidade não é o mesmo que qualidade, então não a apresente como se fosse.

Antes:“Publicava páginas rapidamente.”

Depois:“Publiquei três landing pages em uma semana para a campanha de lançamento, com a página de agradecimento e a mensagem de boas-vindas prontas no dia da abertura das vendas.”

Anúncio e CRM: a página é o ponto em que o clique vira contato

Escreva a integração pela origem: o lead precisa chegar ao CRM sabendo de qual anúncio veio. Se essa informação se perde no caminho, a integração existe só no papel. A página é o lugar em que o clique do anúncio vira um registro, e o que se mede depois depende de esse registro carregar a origem.

Antes:“Integrei as páginas com anúncios e CRM.”

Depois:“Liguei os formulários das páginas às campanhas de busca, com um código de origem em cada link, e enviei os cadastros ao CRM com a origem preenchida, o que permitiu comparar o custo por contato de cada campanha.”

Se a página alimentava a ferramenta de automação, o guia sobre RD Station no currículo descreve como escrever os fluxos que começavam no formulário, e a parte de CRM tem seu lugar no post sobre CRM no currículo.

Liste as ferramentas que você usou, cada uma com a tarefa ao lado

Cada ferramenta da lista precisa de uma tarefa. Lista de ferramenta sem verbo é o que o recrutador lê mais rápido e entende menos. Se você conhece o Webflow só de uma aula, não o coloque na experiência. Ele pode entrar nas habilidades, desde que você consiga explicar o que faria com ele.

Antes:“Ferramentas: WordPress, Elementor, Webflow, RD Station, Figma.”

Depois:“WordPress com Elementor para as páginas de captação do curso; RD Station para os formulários e o fluxo de boas-vindas.”

Se a vaga for de analista de marketing digital, a página de palavras-chave da função lista os termos que costumam aparecer nessas descrições. Use os que você realmente praticou.

Página de loja ou de curso também entra, se você escrever o resultado

Uma página de captação montada para uma loja ou um curso é uma landing page, desde que tenha objetivo e um número que você acompanhava. Não é preciso ser uma agência para escrever esse trabalho. Ele tem o mesmo peso quando o objetivo é claro e o resultado é verdadeiro.

Antes:“Criei a página de captação da loja.”

Depois:“Montei a página de captação da loja para o lançamento da coleção de inverno, com formulário de lista de espera; em duas semanas, 480 pessoas deixaram o contato, e a loja usou a lista no primeiro aviso de estoque.”

Antes de enviar, confira se cada página tem objetivo e número

A ideia central: landing page é um objetivo com uma página, e o currículo deve mostrar esse objetivo antes da ferramenta. Quem escreve só o nome da ferramenta deixa o recrutador sem a parte que decide a vaga, que é o que a página fazia pelo negócio.

Pegue a vaga e veja se ela pede teste, taxa, integração ou só a ferramenta. Cada termo precisa de uma linha que mostre a função. A análise gratuita não exige cadastro: ela compara o seu currículo com o texto da vaga que você colar e mostra quais termos da vaga já estão no seu texto e quais faltam.


Perguntas frequentes

Landing page precisa ter sido criada do zero para constar no currículo?

Não. Ajustar uma página existente, trocar um formulário, criar uma versão de teste ou montar a página de agradecimento são trabalhos reais. Escreva o que você fez na página e o objetivo dela. Não escreva que criou do zero uma página que apenas editou, porque as perguntas da entrevista sobre a estrutura vão mostrar a diferença.

Qual é uma boa taxa de conversão para landing page?

Não existe uma taxa padrão que sirva para todo produto e todo tráfego. Ela depende da oferta, da origem do visitante e do que a página pede. Por isso o currículo não deve comparar a sua taxa com um número de mercado. Compare com a versão anterior da página ou com o objetivo que a campanha tinha, e diga o período.

Preciso ter feito teste A/B para a experiência contar?

Não. Um teste é uma forma de provar que você mudou algo com método, mas a experiência também existe quando você publicou, manteve e melhorou páginas. Se você testou, escreva a hipótese e o resultado, incluindo o empate. Se não testou, não invente um teste para o currículo.

Escrever WordPress e Elementor no currículo ajuda na triagem?

Ajuda quando a vaga pede a ferramenta, e só se for verdade. A leitura automática encontra o nome, mas quem decide é a linha ao lado: a tarefa que você fazia nela. Liste as ferramentas com um verbo e um exemplo, e deixe de fora as que você só viu em aula.

Em qual seção do currículo a landing page entra?

Na experiência, dentro do cargo em que você a produziu, porque ela é uma entrega com contexto. Se foi um projeto próprio ou um trabalho como freelancer, ele pode ter uma seção separada, com o nome do projeto e o período. A seção de habilidades serve apenas para o termo, não para a prova.

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