Como colocar no currículo que você ainda está trabalhando: escreva o mês e o ano de início e, no lugar da data final, a palavra “atual” (ou “até o momento”). Nada de escrever o ano de hoje. Parece detalhe, mas é a linha que o recrutador lê primeiro para saber se você está empregado, e a que fica errada para quem passou anos sem abrir o arquivo. Quem escreveu “2019 a 2026” em um dia de janeiro descobre em dezembro que o currículo diz outra coisa.

O ano de hoje como data final faz o emprego atual parecer encerrado

Um recrutador que lê “2019 a 2026” entende um período com começo e fim. Se ele abrir o arquivo em 2027, a leitura é que você saiu há um ano e não conta o que faz desde então. Um sistema que compara datas com o texto da vaga pode ter a mesma dificuldade: a palavra “atual” diz que o vínculo continua, um número não diz.

Considere Marcos (nome de exemplo): há seis anos na mesma empresa, nunca atualizou o currículo desde a contratação. Ele tem três formas de escrever a mesma linha, e só uma delas envelhece bem.

Como está escritoO que o leitor entende
Analista Comercial, 2020 a 2026Saiu em 2026. Ou o currículo está parado.
Analista Comercial, 2020Ficou um ano só? O período não fecha.
Analista Comercial, mar/2020 a atualContinua na empresa desde março de 2020.

Use mês e ano no início, sempre. Só o ano deixa dúvida sobre o tempo real de casa, e seis anos que podem ser cinco ou sete pesam diferente na hora de avaliar estabilidade. A formatação que o ATS lê recomenda o mesmo padrão de data em todo o documento: escolha um e não o mude de uma experiência para outra.

No formulário da Gupy, o campo pode pedir o ano vigente

O documento em PDF e o formulário de um portal são duas coisas diferentes, e a regra do “atual” vale para o primeiro. Num formulário com campos de data, quem manda é o que o portal pede. O guia da própria Gupy sobre as informações do currículo diz que, se você ainda trabalha no lugar, basta inserir o ano vigente. Se o campo não aceitar “atual” nem ficar em branco, siga essa orientação.

O que muda é o que você faz com a descrição. Como o campo de data pode obrigar a escrever um ano, abra a primeira linha da descrição dizendo que o vínculo continua: “Cargo atual, desde março de 2020”. Assim o texto corrige o que a data não consegue dizer. E se o formulário oferecer uma opção de marcar que você ainda trabalha ali, marque: é o dado estruturado, e o sistema não precisa adivinhar. O passo a passo dos campos está em o que colocar no campo experiência da Gupy.

O emprego atual no presente e os anteriores no passado

A data diz que o vínculo continua, e os verbos precisam concordar. Nas experiências encerradas, tudo no passado: “conduzi”, “reduzi”. No emprego atual, o que é rotina vai no presente e o que já foi entregue vai no passado. É essa mistura que conta a história de alguém em atividade.

Antes:“Analista Comercial, 2020 a 2026. Responsável pelo atendimento de clientes e pelo relatório mensal.”

Depois:“Analista Comercial, mar/2020 a atual. Conduzo a carteira de 85 clientes ativos e produzo o relatório mensal de vendas para a diretoria. Em 2024, reduzi de 12% para 7% o cancelamento na carteira ao criar um contato de acompanhamento aos 60 dias.”

Repare que o presente descreve o que ele faz hoje e o passado registra a entrega com número. Quem escreve cada linha assim já dá para a vaga nova o que ela procura: quanto do trabalho é rotina e quanto é resultado. Para escrever o resultado com número, o guia de como descrever experiência com resultados e números mostra a fórmula.

O emprego atual merece mais linhas do que o primeiro emprego

Seis anos de casa e o currículo dedica quatro linhas ao emprego atual e sete a um estágio de 2014? É o erro mais comum de quem não atualiza o arquivo: ele cresce por baixo. O emprego atual é a evidência mais recente do que você entrega e o que o recrutador mais quer entender. Ele deve ter o maior bloco do documento, com três a cinco linhas de resultado, e as experiências mais antigas encolhem à medida que ficam para trás.

Uma regra simples para reorganizar: releia o bloco do emprego atual e pergunte o que você faz hoje que não fazia quando entrou. Cada resposta é uma linha nova. Marcos entrou como analista júnior e hoje treina os novos contratados; nada disso estava no currículo original.

Nomear a empresa atual é a regra, e a confidencialidade é a exceção

Na maioria dos casos, escreva o nome da empresa atual. O recrutador vai verificar de qualquer forma, e uma empresa sem nome levanta a pergunta que você queria evitar. A exceção existe quando há um motivo concreto: um contrato que proíbe citar o cliente, uma empresa pequena em que qualquer colega identifica você, ou um processo de saída ainda sigiloso com a empresa atual.

Nesse caso, mantenha o cargo, as datas e os resultados, e troque só o nome por uma descrição do segmento: “Distribuidora de alimentos, 400 funcionários, região Sudeste”. Se a busca por outra vaga precisa ser discreta, o texto sobre procurar emprego estando empregado sem o chefe saber trata do que não deixar exposto além do currículo.

Um currículo atualizado tem a linha do emprego atual como primeira leitura

O ponto principal é este: o emprego atual entra com mês e ano de início, “atual” no lugar da data final e verbos no presente. Se você deixar como está, cada mês de espera envelhece o arquivo e faz o recrutador concluir que você já saiu, ou que não cuida do próprio material. Antes de mandar a próxima candidatura, cole o currículo e a vaga na análise gratuita em /ats: ela roda a mesma leitura que um ATS faria e mostra o que o emprego atual ainda não comprova. Se o resultado pedir ajuste, a otimização completa custa R$ 7,80 via PIX em /checkout, e uma nova vaga sai por R$ 3,40.


Perguntas frequentes

Como colocar no currículo que ainda estou trabalhando?

Escreva o mês e o ano de início seguidos de “atual”, como em “mar/2019 a atual”, ou “março de 2019 até o momento”. Não escreva o ano de hoje como data final. No texto do currículo, os verbos do emprego atual ficam no presente e os dos empregos anteriores ficam no passado, para o recrutador entender qual vínculo continua ativo.

Devo escrever “atual” ou “até o momento” no currículo?

Os dois funcionam, desde que você escolha um e repita o mesmo em todo o documento. “Atual” é mais curto e cabe melhor na linha do cargo. “Até o momento” lê bem em frase corrida. O que prejudica é misturar formas, como “atual” numa experiência e o ano corrente em outra, porque a linha do tempo passa a parecer descuidada.

Posso deixar o emprego atual fora do currículo?

Pode, mas quase nunca compensa. Sem o vínculo atual, o currículo mostra uma lacuna recente, e a lacuna mais recente é a que o recrutador mais pergunta. A exceção é a confidencialidade real, como um contrato que proíbe citar o cliente. Nesse caso, mantenha o cargo e as datas e troque o nome da empresa por uma descrição do segmento.

Preciso avisar no currículo que estou empregado e procurando outra vaga?

Não. Um currículo com vínculo atual já diz que você está empregado, e nenhuma vaga exige uma declaração sobre isso. O cuidado é outro: se a empresa atual tem acesso a plataformas de recrutamento, confira a visibilidade do seu perfil e evite colocar o e-mail corporativo como contato, usando sempre um e-mail pessoal.

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