Edição de vídeo no currículo é uma das habilidades mais fáceis de escrever de forma vaga. “Editor de vídeo”, “CapCut” e “Premiere” na lista dizem que a pessoa abriu o programa. A vaga quer saber o que saiu da timeline: quantos vídeos por semana, para qual formato, em que prazo e com que resultado. Este guia mostra como transformar a ferramenta em entrega, com o formato, o volume e o tipo de vídeo que você já editou. Se edição é o seu cargo, e não uma habilidade a mais, o currículo de editor de vídeo mostra o que a triagem procura nessa vaga.

A ferramenta se escreve com a tarefa, e cada programa tem a sua

CapCut é a ferramenta de quem edita para o celular, com cortes rápidos, legenda e efeitos de ritmo. Premiere Pro é o padrão de edição de produção, com linha do tempo longa, muitas trilhas e entrega para diferentes formatos. DaVinci Resolve tem força em correção de cor e em projetos grandes. After Effects não é edição de corte, e sim animação e composição, o que pede outra leitura da vaga.

Por isso, a linha de habilidade precisa dizer a tarefa junto com a ferramenta. Uma vaga de edição para redes não se impressiona com a lista de cinco programas; se importa com o programa que você usou para entregar.

Antes: Edição de vídeo: Premiere, CapCut, DaVinci, After Effects.

Depois: Edito cortes verticais de 30 a 60 segundos no CapCut para Reels e Shorts, com legenda e trilha, e faço vídeos institucionais de até 5 minutos no Premiere Pro com aprovação do cliente em duas rodadas.

Formato e duração: Reels, Shorts e TikTok pedem a mesma proporção, mas não o mesmo ritmo

Os três são verticais, e por isso muita gente escreve “vídeos para Instagram, TikTok e YouTube Shorts” como se fosse uma entrega só. A leitura do recrutador é diferente: quem entrega para três redes conhece as diferenças de duração, de legenda queimada e de gancho no primeiro segundo. Escreva o formato e a duração média que você entregava.

Vídeo para o YouTube em formato horizontal, com capítulos e miniatura, é outra entrega. Se você fez as duas, separe em duas linhas. Se fez só uma, não misture as duas para parecer mais experiente.

Volume por semana e prazo de entrega são a prova do trabalho

Edição de vídeo é trabalho de repetição com prazo. O número que convence é a cadência: quantos vídeos por semana, para quantas contas e em quanto tempo você saía do briefing até a publicação. Um prazo real diz mais que “ágil” ou “dinâmico”.

Antes: Produção de vídeos curtos para redes sociais.

Depois: Entregava de 8 a 10 vídeos verticais por semana para duas contas de clientes, com prazo de 48 horas do briefing à publicação e roteiro aprovado antes da gravação.

Se você não tem o registro exato, reconstrua pelo calendário de publicação. Escreva a média real, e não o melhor mês do ano. Para ver quais formatos e entregas a vaga de social media costuma pedir, o guia de palavras-chave para social media lista os termos que acompanham esse volume.

Retenção é a métrica que a edição mexe, e só a escreva se foi sua

Retenção é quanto da audiência continua assistindo ao longo do vídeo. Ela é a métrica mais próxima do trabalho do editor, porque cortes, ritmo e gancho aparecem nela. Mas o número pertence ao painel da conta, e nem sempre o editor tem acesso. Por isso, escreva a mudança que você fez e, se tiver acesso ao número, a variação dele.

Antes: Aumento de retenção dos vídeos.

Depois: Passei a abrir os vídeos com o resultado em três segundos, em vez de contexto, e a retenção média nos primeiros segundos subiu de 38% para 52% em um mês, medida no painel da conta.

Se o número não estava no seu painel, escreva apenas a mudança e o resultado observado com a equipe. Um número atribuído a você sem acesso a ele não resiste a uma pergunta na entrevista.

Edição para redes e edição institucional pedem vocabulários diferentes

Vídeo para redes se mede por gancho, ritmo, legenda e cadência. Vídeo institucional se mede por roteiro, aprovação, código de marca e prazo de evento. Quando o currículo mistura os dois vocabulários, a vaga não sabe qual é o seu trabalho. Escolha o que você fez com mais frequência e descreva esse trabalho com os termos dele.

Vídeo de evento, depoimento de cliente e cortes de palestra são entregas institucionais também. Descreva o tipo de peça, a duração e o tempo de aprovação, que é o que a vaga de comunicação costuma perguntar.

Se o seu trabalho de vídeo vem acompanhado de capas, vinhetas e artes estáticas, a vaga pode pedir também um programa de imagem. Só cite o que você usou, e o guia de Photoshop e Illustrator no currículo mostra como fazer essa separação.

O portfólio entra como texto, e o currículo precisa dizer o que há nele

Editor sem portfólio escrito em texto perde o recrutador no primeiro filtro, porque o vídeo não é lido por nenhum sistema e, muitas vezes, nem é aberto por quem faz a triagem. Coloque o link completo ou o nome da pasta compartilhada no cabeçalho, e uma linha por peça relevante com o tipo, o formato e o cliente ou o tema. Como incluir esses links sem perder o texto, veja o guia sobre links no currículo.

Se você também faz peças de social media, a página de currículo de social media mostra como descrever o portfólio de conteúdo sem depender de um link.

O que fazer agora com a edição de vídeo no seu currículo

A ideia central é esta: cada programa de edição deve estar ligado a uma entrega, com formato, volume e prazo. Se o seu currículo só diz Premiere ou CapCut, a vaga lê um nome de ferramenta. Antes de enviar, escreva uma linha por tipo de vídeo que você editou e pergunte qual entrega ela mostra. Se você ainda não editou para um cliente, faça cortes para uma causa, um amigo com negócio ou um projeto pessoal, e registre o volume e o prazo que cumpriu. Não escreva uma experiência que não existiu.

Para comparar o texto do seu currículo com a vaga, cole a descrição na análise gratuita. Ela é grátis, não pede cadastro e mostra quais termos da vaga já estão no currículo e quais faltam.


Perguntas frequentes

CapCut no currículo é habilidade que a vaga procura?

Para vagas de conteúdo para redes, costuma ser a ferramenta do dia a dia, e pode aparecer. Escreva o que você fez com ela: cortes, legendas, ritmo para vertical, entregas por semana. Se a vaga pede edição institucional ou com entrega para TV e cinema, o CapCut sozinho não basta, e o programa de linha do tempo mais completo deve aparecer também, se você o usou.

Premiere e DaVinci Resolve: preciso citar os dois?

Cite apenas os que você usou no trabalho. Premiere Pro aparece em vagas de edição de vídeo institucional, de evento e de produção. DaVinci Resolve é bastante associado a correção de cor e a edição em projetos longos. Se você conhece os dois só de vista, escolha o que domina e descreva a entrega feita com ele.

Como mostrar retenção de um vídeo no currículo?

Use a métrica que a plataforma mostra para o seu canal ou conta, e diga qual era: retenção média, tempo médio de visualização ou taxa de conclusão nos primeiros segundos. Escreva a variação e a mudança de edição que a provocou. Se o painel não estava no seu acesso, não atribua o número a você. Descreva o que você editou e o prazo que cumpriu.

Preciso de um link de portfólio no currículo de editor?

Precisa, e ele deve estar escrito como texto, com o endereço completo ou o nome da pasta, para que a pessoa consiga copiar. Um portfólio em vídeo ou em pasta compartilhada é um bom complemento, mas o currículo precisa dizer, por texto, o que está em cada peça. O ATS e a triagem humana não assistem ao vídeo.

Editar vídeo para redes e editar vídeo institucional é a mesma coisa?

Não. Vídeo para redes é vertical, curto, com legenda e ritmo rápido, e costuma ter volume alto e prazo curto. Vídeo institucional é mais longo, passa por aprovação de cliente e segue um manual de marca. No currículo, mostre qual dos dois você fez, porque a vaga procura um e outro de jeitos diferentes.

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