O currículo de editor de vídeo é um dos mais difíceis de ler para quem não é da área, e também para o sistema. Ele costuma listar programas em sequência, falar de criatividade e mostrar um link que o sistema nunca abre. A vaga, porém, procura algo bem concreto: quais ferramentas você domina, que tipo de vídeo entregou e em que etapa do processo você trabalhou. Este guia mostra como escrever isso para a triagem.
O que a triagem procura numa vaga de editor de vídeo
A triagem procura três grupos de termos. Eles aparecem na descrição da vaga, e o sistema compara o seu texto com eles. Os termos mais comuns nessa função são estes.
- Programas de edição. Adobe Premiere Pro, After Effects, DaVinci Resolve e CapCut. Cada vaga escolhe um ou dois, e o nome exato precisa aparecer no texto.
- Formatos e canais. Reels, YouTube e vídeo vertical para redes. A vaga diz para onde o vídeo vai, e isso define o tipo de edição que ela espera.
- Técnicas de acabamento. Color grading, ajuste de áudio e legendas. São termos de quem entrega vídeo pronto para publicar, e a vaga costuma citar ao menos um.
- Etapas do processo. Roteiro, decupagem e motion graphics aparecem em vagas de produtora ou de agência. Só use esses termos se você participou dessas etapas.
Para ver a lista completa de termos organizada por área, e conferir quais deles a sua experiência cobre, veja palavras-chave para editor de vídeo.
Escreva o nome do programa e o que você fez nele
A linha “domínio de edição de vídeo” não ajuda o sistema, que procura o nome do programa, e não ajuda o recrutador, que quer saber o que você fez. A combinação certa tem o programa pelo nome e uma entrega ao lado.
Antes: Experiência com ferramentas de edição de vídeo e motion design.
Depois: Edição de cortes de entrevistas de 20 minutos no Adobe Premiere Pro, com entrega em 48 horas, e animações de lower thirds e títulos no After Effects para uma série de cinco episódios.
A segunda versão tem o nome completo do programa, a entrega, o prazo e o tipo de animação. Os números são de exemplo e precisam ser verdadeiros no seu caso. Se você não lembra o prazo, escreva o volume: quantos vídeos por semana, quantos cortes por peça, quantas versões para cada canal.
O mesmo princípio vale para o CapCut, que aparece muito em vagas de conteúdo vertical. Escreva a plataforma de destino junto com o programa: edição de Reels de 30 a 60 segundos no CapCut, com legenda automática revisada. Assim o recrutador entende o tipo de trabalho que você faz. O guia de edição de vídeo no currículo mostra o que cada vaga quer ver sobre CapCut e Premiere.
Formato e canal dizem que tipo de edição você sabe fazer
Reels, YouTube e vídeo para anúncio pedem edições diferentes. Um Reels precisa de gancho nos primeiros segundos, ritmo rápido e legenda queimada no vídeo. Um vídeo longo para YouTube precisa de estrutura, capítulos e um áudio limpo do começo ao fim. Um anúncio precisa caber numa mensagem e numa chamada clara.
Por isso, quando você escreve o formato, escreve também o tipo de trabalho. A frase que mistura tudo perde a chance de mostrar que você conhece cada formato.
Antes: Edição de vídeos para redes sociais e YouTube.
Depois: Edição de Reels verticais com gancho e legenda, em média 12 peças por mês, e edição de vídeos longos para o YouTube, com capítulos, correção de áudio e miniatura feita a partir de um quadro do próprio vídeo.
Se você trabalhou com anúncios, a edição de vídeo para mídia paga tem vocabulário próprio, de formato e de resultado. Para o lado de compra de mídia e de métricas, o texto de currículo de gestor de tráfego mostra como a parte de números se conecta ao vídeo.
Roteiro e motion graphics: só escreva se você fez
Editores de vídeo costumam ter convivido com roteiro e animação sem fazê-los. Quando isso aparece no currículo como competência própria, a triagem pode dar a palavra como correspondência, mas a entrevista derruba a linha no primeiro teste prático. O recrutador pede um roteiro ou uma animação, e você precisa mostrar.
- Roteiro. Se você escreveu o texto, mesmo que curto, diga isso. Se recebeu o roteiro pronto e organizou a sequência de cenas, escreva a organização, não a autoria.
- Motion graphics. Se você animou títulos, transições ou gráficos no After Effects, descreva o que animou. Se fez apenas ajustes em modelos prontos, diga que usou modelos.
- Decupagem. Se você marcou os trechos de uma gravação antes de montar o corte, escreva a decupagem. Se não fez, não precisa dela.
Se você ainda não fez essas etapas, o caminho é fazer uma peça real, de ponta a ponta, antes de se candidatar a vagas que as pedem. Uma animação simples em After Effects, com um projeto que você entregou, vale mais do que a palavra no currículo.
Portfólio: o link precisa aparecer escrito e cada peça precisa de uma linha
Para editor de vídeo, o portfólio é a prova principal, e o sistema não o abre. Por isso, a URL do portfólio precisa estar escrita como texto simples, na mesma linha do contato, e não só como um botão ou um ícone. O mesmo cuidado com o link vale para quem trabalha com redes sociais, e o texto sobre isso está em currículo de social media.
Dentro do currículo, cada peça precisa de uma linha com função, duração e papel. Um vídeo de 90 segundos em que você fez a edição e a animação de título é diferente de um vídeo em que você só fez o corte. Descreva o papel, para que o recrutador saiba o que olhar. Se você não tem o link público de alguma peça, não a coloque como prova.
A ordem das seções num currículo de editor de vídeo
O currículo de editor de vídeo funciona melhor quando o programa e a entrega aparecem antes da história da carreira. A ordem que costuma funcionar é esta, de cima para baixo.
- Contato com o link do portfólio. A URL em texto simples, na mesma linha do telefone e do e-mail.
- Resumo com a função e o tipo de vídeo. Duas linhas com o cargo, os formatos principais e os programas. Sem adjetivos genéricos.
- Programas e técnicas. Uma lista curta, com os nomes exatos, separados por ferramenta e não por habilidade vaga.
- Experiência com entregas. Cada função com o formato, o volume e o programa usado em cada entrega.
- Cursos, se existirem. Só o que foi concluído, com o nome do curso e a instituição. Um curso em andamento pode aparecer como andamento, sem data inventada.
Erros que tiram o editor de vídeo da triagem
Alguns erros aparecem em quase todo currículo de edição. Eles não derrubam por si só, mas somados fazem a leitura parar antes do portfólio.
- Lista de programas sem contexto. Nove nomes numa linha, sem uma entrega que os sustente, deixam o recrutador na dúvida sobre qual deles você usa.
- Portfólio em imagem. Um PDF com capturas de tela do vídeo não é lido pelo sistema, e o recrutador não consegue copiar o texto para outra ferramenta.
- Termos de moda sem entrega. Palavras como criativo, dinâmico ou inovador não dizem o que você fez. Troque por um formato, um prazo ou um tipo de peça.
- Freelas sem período. Clientes pequenos somados numa linha só parecem uma atividade vaga. Escreva o período e agrupe por tipo de vídeo, sem nomear clientes sem autorização.
Sem experiência de mercado: monte a prova com projetos reais
Quem está começando na edição costuma não ter vaga para citar, e a saída é um projeto com começo, meio e fim. Um canal de uma associação, o vídeo de um evento da igreja, a apresentação de um negócio de um amigo. O que importa é que você tenha o material e consiga descrevê-lo.
- Combine o escopo. Escreva o que você vai editar, o formato e o prazo, e guarde a mensagem que confirmou.
- Guarde o bruto e a versão final. Os dois mostram o que você fez com o material, e o recrutador pode pedir os dois.
- Descreva o papel por escrito. Corte, legenda, correção de áudio, animação. Cada item é uma linha do currículo.
Esse tipo de experiência cabe numa seção própria, desde que seja apresentada com o mesmo cuidado de uma vaga paga. O recrutador lê o texto, abre o link e decide se a sua prova basta. Se a edição fazia parte de uma função maior de marketing, o texto de currículo de marketing digital mostra como juntar as duas partes sem parecer dispersão.
O que fazer agora com o currículo de editor de vídeo
A regra que resume o guia é esta: programa pelo nome, formato com o tipo de trabalho, roteiro e animação só quando você fez, e um portfólio cujo link o sistema consiga ler. Se uma dessas partes está faltando, o texto parece menos sólido do que o seu trabalho realmente é, e a vaga é a primeira a sair da lista.
Antes de enviar, cole o texto da vaga na análise gratuita em /ats. Ela compara o currículo com os termos da vaga e mostra quais já aparecem e quais faltam, sem cadastro. Se quiser comparar o seu texto com um exemplo pronto, o modelo de editor de vídeo está em exemplo de currículo de editor de vídeo.
Perguntas frequentes
Quais programas de edição devo colocar no currículo de editor de vídeo?
Os que você usa de verdade para entregar vídeo, com o nome completo e o que fazia em cada um. Premiere Pro, After Effects, DaVinci Resolve e CapCut são os mais pedidos. Não liste todos os programas que já abriu uma vez. Um editor que domina dois programas e mostra trabalho neles passa melhor do que uma lista de dez.
Editor de vídeo para Reels e para YouTube é a mesma experiência?
Compartilha a técnica de corte, mas o ritmo, o formato e a entrega são diferentes. Vídeo vertical curto pede gancho nos primeiros segundos e legenda. Vídeo longo pede estrutura de capítulos e ajuste de áudio. Se você fez os dois, escreva os dois com o volume de cada um, em vez de juntar tudo como edição de vídeo.
Preciso escrever roteiro e motion graphics se não fiz isso no trabalho?
Não. Roteiro e motion graphics são funções próprias, e a vaga de editor pede outra coisa. Escreva o que você fez: se ajudou a montar a ordem de um vídeo a partir de um roteiro pronto, diga isso. Se criou animações simples em After Effects, descreva a animação. Nada além do que você entregou.
Preciso de um portfólio para ser aceito na triagem de editor de vídeo?
Na prática, sim. Um vídeo sem link não é lido pelo sistema, então coloque a URL escrita em texto simples, perto do contato, e descreva cada peça com função, duração e papel no projeto. Se não tiver um portfólio, monte três peças reais, de um negócio ou de um projeto pessoal, e deixe o link nomeado.
Como escrever color grading no currículo sem parecer exagero?
Descreva o que o trabalho de cor fez: correção de exposição entre câmeras, unificação de tom entre cenas, aplicação de uma paleta da marca. Color grading é um termo que a vaga usa, então ele entra no texto, mas sempre ligado a uma entrega. Sem entrega, a palavra não convence.
Exemplo pronto
Veja um currículo de Editor de Vídeo que passa no ATS
Premiere Pro, After Effects e DaVinci Resolve para Reels e YouTube, com tempo de entrega medido.. Score ATS 97, renderizado nos mesmos modelos do editor, com o botão para criar o seu a partir dele.
Abrir o exemplo de Editor de Vídeo →Quer otimizar seu currículo para uma vaga específica?
O AjustaCV reescreve seu currículo para passar nos filtros ATS da vaga que você escolher. Pronto em minutos.
AJUSTAR MEU CURRÍCULO — R$9,90