Photoshop no currículo costuma aparecer na lista de programas, junto com Illustrator e Canva, sem nenhuma indicação do que foi feito com eles. O recrutador de design ou de marketing quer saber que tipo de arte você produziu, em que volume e com que nível de controle sobre o arquivo. Escrever bem o pacote Adobe é mostrar o trabalho que saiu de cada programa. Este guia mostra como separar Photoshop e Illustrator, medir o volume de peças e escolher um nível que você consiga defender.
Photoshop e Illustrator fazem trabalhos diferentes: escreva qual é qual
A diferença entre os dois programas está no tipo de imagem que cada um trabalha, e o recrutador reconhece isso na primeira leitura. Separar os dois na linha evita a frase genérica de “Adobe Creative Cloud”, que não diz nada.
- Photoshop. Trabalha com imagem de pixels: fotografia, retoque, composição de peças, recorte de fundo e preparação de imagem para redes sociais ou impressão. Cite o tipo de imagem que você tratou.
- Illustrator. Trabalha com vetor, que se amplia sem perder qualidade. É usado em logotipos, ícones, ilustração e peças que vão para grandes formatos. Cite as peças vetoriais que você criou, como um conjunto de ícones ou uma marca.
Se o seu trabalho passa só por um dos programas, escreva só ele. Uma social media que monta artes de feed no Photoshop não precisa ter o Illustrator na linha. Se a vaga pede os dois, confira o que ela descreve em cada um, e não aceite a lista pronta. O guia de currículo de social media mostra como separar a produção de artes do resto da rotina.
Quantas peças você produziu, e para qual formato?
Volume é o que mostra que o programa foi usado no dia a dia, e não só em um projeto de teste. Cite a quantidade, o formato e o cliente ou a marca, sem nomear empresas reais que não possam ser citadas.
Antes: Criei artes para redes sociais no Photoshop.
Depois: Produzi cerca de 120 artes por mês para feed e stories de três clientes, com modelos em Photoshop e variações de tamanho para cada formato. Com os modelos, a montagem de cada peça caiu de cerca de uma hora para vinte minutos.
Se o volume não está registrado, use a média estimada com o período e diga que é uma estimativa. Um recrutador desconfia de número redondo sem contexto, e prefere uma média com a explicação de como você chegou a ela. Para quem trabalha em campanhas, a peça de e-mail também conta, e tem o mesmo tipo de volume a descrever.
Como mostrar o nível sem usar a palavra avançado?
O nível se prova pelo tipo de arquivo que você entrega. O recrutador não precisa de uma definição de nível. Ele precisa saber se você trabalha com camadas organizadas, máscaras, exportação para o formato certo e cores para impressão, quando o trabalho pede.
Antes: Conhecimento avançado em Photoshop.
Depois: Montei arquivos com camadas nomeadas e máscaras por produto, para trocar o fundo de 300 fotos de catálogo sem refazer cada recorte. Preparei as peças em perfil de cor para impressão de folder.
Se a sua prática é mais simples, escreva o que faz com a mesma clareza. Um bom retoque em lote, com as etapas nomeadas, é mais útil que um nível avançado sem exemplo. Quando a vaga pede domínio alto, a pergunta da entrevista costuma ser sobre um arquivo seu, e é nesse arquivo que você precisa conseguir explicar cada camada.
O que fazer quando a peça partiu de um modelo pronto?
Muita peça começa num modelo, e isso não é um problema. O problema é escrever que você criou a arte do zero. Diga o que você alterou no modelo e o que veio pronto, porque o recrutador de design sabe a diferença e pergunta sobre ela.
Antes: Desenvolvi a identidade visual das campanhas da loja.
Depois: Adaptei modelos de campanha ao padrão visual da loja: troquei paleta, tipografia e a composição de cada peça, e criei três ícones novos em Illustrator para os destaques de categoria.
A linha correta é a da adaptação, com o que de fato foi desenhado. Se o trabalho foi todo em modelos, escreva a montagem e a adaptação, e deixe a palavra criação para as peças que você desenhou do início. Para o portfólio que sustenta essas linhas, o guia de currículo de designer gráfico trata de como apresentar o arquivo.
Quando o Adobe é ferramenta, e não atividade principal?
Um analista de marketing digital usa o Photoshop para ajustar uma imagem de anúncio antes de publicar, e isso é real. A linha desse caso deve dizer o que o programa resolveu na rotina, e não sugerir que a função é de design.
Escreva o uso com o efeito que ele teve: a arte de um anúncio ajustada antes de o teste de campanha começar, ou uma série de posts publicada com o mesmo padrão visual. Se o programa for só mais uma ferramenta da lista, retire-o. Quem lê a linha procura o trabalho, e não o nome de um programa que aparece em todas as vagas. Para as outras ferramentas da rotina, como planilhas e apresentações, o guia de pacote Office no currículo segue a mesma lógica de escrever a função, e não só o nome.
O que conferir antes de enviar o currículo com o pacote Adobe?
Separe cada programa em uma linha com três informações: o tipo de peça, o volume e o arquivo que você consegue apresentar. Quando o arquivo é sigiloso, descreva o problema que a peça resolveu, sem imagem e com o mesmo cuidado com o número. Programa sem nenhuma dessas informações só ocupa espaço na lista de habilidades.
Antes de enviar, leia o anúncio e destaque o que ele pede em cada ferramenta, como tratamento de imagem, vetor, edição de vídeo ou preparação para impressão. Cole o texto e o seu currículo na análise gratuita do AjustaCV, sem cadastro, e veja quais desses itens o currículo já contém e quais ficaram de fora. Se faltar um programa que você não usa, não o acrescente. Três peças feitas no programa que falta bastam para ter o que contar na próxima candidatura.
Perguntas frequentes
Photoshop no currículo vale se eu só edito fotos pelo celular?
Edição pelo celular não é Photoshop, e a linha deve dizer o que você fez. Se usou o programa no computador para ajustes, recortes e montagens, escreva Photoshop. Se editou com um aplicativo de celular, escreva o nome desse aplicativo. Misturar os dois na mesma linha é o tipo de detalhe que a primeira pergunta técnica expõe.
Como colocar Photoshop no currículo sem experiência?
Com um pequeno conjunto de peças para um negócio local, um projeto próprio ou uma campanha de voluntariado. Faça de três a cinco peças com um briefing simples, como o tamanho, o texto e o objetivo, e guarde os arquivos de origem. Na linha, diga quantas peças fez, para qual formato e com qual objetivo. Sem resultado medido, o briefing e a entrega já sustentam a experiência.
Illustrator e Photoshop: escrevo os dois ou só um?
Os dois, se você usou cada um para trabalhos diferentes. O Photoshop trabalha com imagem de pixels, como foto e retoque. O Illustrator trabalha com vetor, como logotipo, ícone e arte que precisa ampliar sem perder qualidade. Escreva a função de cada um numa linha separada, para que o recrutador veja que você sabe escolher a ferramenta.
Como escolher o nível de Photoshop ou Illustrator no currículo?
Pelo tipo de peça que você entrega, e não pelo tempo de uso. Quem recorta fundos e ajusta cores de vez em quando tem um nível. Quem monta arquivos com camadas organizadas, máscaras por produto e exportação em lote para uma loja inteira tem outro. Escreva o nível que você consegue demonstrar com um exemplo.
Preciso de certificação Adobe para citar o pacote no currículo?
Não é preciso. Certificação entra apenas se você a concluiu, e nesse caso escreva o nome exato e a instituição emissora. A ausência de certificado não impede a linha de experiência, que é a parte que de fato prova o uso do programa.
Quer otimizar seu currículo para uma vaga específica?
O AjustaCV reescreve seu currículo para passar nos filtros ATS da vaga que você escolher. Pronto em minutos.
AJUSTAR MEU CURRÍCULO — R$9,90