Como a Sólides Avalia Seu Currículo (Além do Teste Profiler)
A Sólides avalia seu currículo em duas camadas que costumam chegar quase juntas: um teste comportamental, o Profiler, que mede como você se descreve e o que a vaga parece exigir de comportamento, e uma leitura por inteligência artificial que compara as competências e experiências preenchidas no seu perfil com os requisitos escritos na vaga. Isso muda onde o currículo pesa, não se ele pesa. Ele deixa de ser a única peça do processo, mas continua sendo a única que sustenta competência técnica, porque o Profiler responde a uma pergunta diferente: encaixe comportamental, não capacidade de entregar o trabalho.
Este artigo explica como essas duas camadas se encaixam, por que a Sólides não permite anexar um arquivo de currículo e obriga o preenchimento de campos estruturados, e como escrever competências que sobrevivem à comparação ao lado de um teste comportamental formal. Você sai com um framework prático, o Teste da Evidência, para revisar cada linha do seu perfil antes de confirmar a candidatura. A AjustaCV analisa currículos contra os parsers e sistemas de recrutamento usados no Brasil, incluindo a Sólides, o que dá uma base concreta para essa leitura, sem depender só do material comercial do fornecedor.
O teste comportamental chega antes do currículo ser realmente lido
Em vagas publicadas por empresas que usam a Sólides, o Profiler costuma aparecer cedo no funil, muitas vezes como parte da própria candidatura, antes de qualquer recrutador ter analisado o currículo com atenção. Como responder esse teste sem cair na resposta artificial já está detalhado em Profiler da Sólides: como responder sem errar o perfil, e vale a leitura antes de seguir. O ponto deste artigo é outro: o que essa ordem muda na forma de escrever o currículo em si.
Segundo a própria Sólides, a inteligência artificial da plataforma “lê e analisa os currículos recebidos, comparando as competências do candidato com a descrição da vaga e com o perfil comportamental Profiler”, ranqueando automaticamente os candidatos mais aderentes (Sólides). Duas fontes de dado chegam juntas na frente de quem recruta: uma nota de aderência comportamental e uma comparação de competências. O currículo alimenta a segunda, não a primeira, e é por isso que ele não perde importância só porque o teste comportamental chegou primeiro.
Sem anexo de PDF: o currículo vira dado estruturado antes de virar texto
A Sólides não permite anexar um arquivo de currículo em PDF na candidatura. Segundo o Central de Ajuda da empresa, não é possível anexar o currículo na plataforma, porque os campos de preenchimento foram pensados para deixar as informações mais simples e organizadas (Sólides). Em vez de enviar um documento pronto, você digita cada experiência, formação e competência diretamente na tela, e os campos marcados com asterisco travam a candidatura até serem completados.
Campo estruturado: espaço de preenchimento com formato fixo (data, cargo, competência) que substitui um documento de texto livre, e que um sistema consegue comparar diretamente com outros campos, como os requisitos da vaga.
Isso remove um recurso que costuma compensar currículo fraco em outros sistemas: a formatação. Não existe fonte, espaçamento ou layout de página para sugerir organização quando o conteúdo de um campo é vago. O texto que você digita em cada campo é, literalmente, tudo o que existe para julgar aquele item.
A IA compara competência com a vaga, não currículo bonito com currículo feio
O blog do Portal de Vagas da própria Sólides descreve o mecanismo de forma direta: a inteligência artificial “compara suas competências e experiências com as exigências da vaga”, e as palavras usadas nos campos de competência e experiência são o que entra nessa comparação antes de qualquer recrutador abrir o perfil (Sólides). O Profiler roda ao lado, classificando a pessoa como executor, comunicador, planejador ou analista, um eixo separado que já está coberto no artigo sobre como responder o teste.
Na prática, isso significa que o campo de competências não é um resumo de personalidade, é um índice de palavras que precisa corresponder ao que a vaga pede. Uma vaga que menciona “negociação com fornecedores” compara esse termo com o que está escrito no seu histórico profissional, não com o resultado do seu Profiler.
Adjetivo sem prova é ruído ao lado de um teste que já mede personalidade
Muito candidato tenta reforçar o currículo escrevendo “comunicativo”, “proativo” ou “dinâmico” no resumo profissional, como se isso ajudasse a completar a imagem que o recrutador está formando. Na Sólides, esse instinto trabalha contra o candidato, porque a plataforma já aplica um instrumento formal para medir exatamente esse tipo de traço: o Profiler. Repetir a afirmação em texto livre não confirma nada que o teste comportamental já não tenha tentado medir, e ainda ocupa espaço que poderia carregar competência técnica, a única coisa que o teste não avalia.
Esse mesmo problema aparece em outros contextos de currículo, não só na Sólides: o que não colocar no currículo detalha por que adjetivos soltos costumam pesar menos do que parece para quem lê muitos currículos por dia. O que muda aqui é que existe um teste formal rodando ao lado, o que torna a repetição ainda mais redundante.
O Teste da Evidência: transforme cada competência em um fato verificável
Para decidir o que fica e o que sai de cada campo de competência, use um critério único e mecânico, não uma impressão sobre o quanto a frase soa bem.
O Teste da Evidência diz que nenhuma competência pode aparecer no currículo sem um fato que a sustente, algo que um recrutador pudesse, em teoria, confirmar perguntando na entrevista. Comunicativo sem contexto é uma opinião sobre si mesmo; comunicativo porque conduziu reuniões semanais de alinhamento com um time de oito pessoas é uma informação. Se a frase ainda faz sentido depois de apagar o adjetivo e manter só o fato, ela passa no teste. Se o adjetivo é a única coisa que sobra depois de tirá-lo, ela reprova e precisa ser reescrita ou cortada.
Um exemplo de como isso muda uma linha de competência na prática:
- Antes:“Profissional comunicativo, proativo e dinâmico, com facilidade para trabalhar em equipe.” Nenhuma parte dessa frase sobrevive sem o adjetivo, porque não há fato por trás dela.
- Depois:“Conduzi reuniões semanais de alinhamento com um time de oito pessoas em três áreas diferentes, reduzindo o retrabalho reportado de 22% para 9% em quatro meses.” Comunicação e proatividade aparecem no resultado, não na palavra.
O framework tem essa forma mecânica de propósito: ele não pede para o candidato “ser mais específico”, uma instrução vaga demais para aplicar sob pressão. Ele dá um teste binário, passa ou reprova, que qualquer pessoa consegue rodar em cada frase do próprio currículo antes de confirmar a candidatura.
Os campos obrigatórios não são burocracia, são o texto que a IA lê primeiro
A Sólides recomenda preencher o máximo de campos possível, mesmo os opcionais, porque isso aumenta as chances de o perfil dar match com a vaga (Sólides). Faz sentido dentro da lógica de campos estruturados: um campo opcional deixado em branco não é neutro, é uma linha a menos de texto para a comparação com a vaga encontrar correspondência.
Isso inverte um hábito comum em currículo em PDF, onde cortar informação secundária para caber em uma página costuma ser uma boa prática. Em campos estruturados, o custo de espaço não existe da mesma forma, e cada competência ou experiência preenchida com um fato concreto é mais uma chance de correspondência, não um risco de poluir o layout.
O currículo ainda decide quem chega à entrevista, mesmo com o Profiler no meio do caminho
O Panorama de Empregabilidade 2025, divulgado pela Sólides, mostra que boa parte dos candidatos aceita bem o uso de inteligência artificial nas etapas de triagem e comparação de perfil, mas ainda valoriza contato humano na etapa de entrevista (Sólides). O mesmo levantamento é citado pelo blog da própria Sólides ao afirmar que 55% das empresas brasileiras já usam inteligência artificial para filtrar candidatos, comparando currículos com os requisitos da vaga (Sólides).
Isso deixa uma conclusão prática: a triagem inicial é cada vez mais automatizada, mas a decisão final continua em uma conversa humana. As competências descritas com fatos concretos no currículo tendem a virar exatamente as perguntas que o entrevistador faz depois, algo que o Profiler nunca cobre, porque ele mede aderência comportamental, não histórico de entrega.
O que fazer com isso agora
O ponto mais importante deste artigo é que, na Sólides, o currículo não compete com o Profiler, ele cobre exatamente o que o Profiler deixa de fora: competência técnica sustentada por fato, não por adjetivo. Ignorar isso custa candidaturas inteiras, porque um perfil cheio de traços de personalidade repetidos e nenhuma evidência concreta chega à comparação com a vaga sem nada específico para corresponder aos requisitos escritos ali. A análise gratuita em /ats mostra como um sistema lê o texto que você escreveu antes de qualquer recrutador comparar isso com uma vaga real, incluindo os campos que mais pesam nessa comparação. Para entender esse mecanismo em outras plataformas usadas no Brasil, veja também como sistemas de recrutamento avaliam um currículo.
Perguntas frequentes
Como a Sólides avalia o currículo do candidato?
A Sólides usa inteligência artificial para comparar as competências e experiências preenchidas no perfil do candidato com os requisitos da vaga e com o perfil comportamental do teste Profiler, ranqueando automaticamente quem está mais aderente. O currículo não é lido como um arquivo de PDF: ele existe como um conjunto de campos estruturados preenchidos diretamente na plataforma.
É possível anexar um currículo em PDF na Sólides?
Não. Segundo o Central de Ajuda da Sólides, a plataforma não aceita anexo de arquivo de currículo na candidatura, e o candidato precisa preencher cada campo de experiência, formação e competência diretamente na tela. Campos marcados com asterisco são obrigatórios e travam a candidatura até serem completados.
O Profiler da Sólides substitui a leitura do currículo?
Não. O Profiler mede aderência comportamental, respondendo se o jeito de trabalhar da pessoa combina com o que a vaga pede. O currículo continua sendo a única peça que sustenta competência técnica e histórico de entregas, uma pergunta que o teste comportamental não responde.
O que é o Teste da Evidência?
É um critério para revisar cada competência escrita no currículo: toda competência precisa vir acompanhada de um fato checável, como um número, um projeto ou um resultado. Se a frase ainda faz sentido depois de apagar o adjetivo e manter só o fato, ela passa no teste; se o adjetivo é a única coisa que sobra, ela deve ser reescrita ou cortada.
Adjetivos como comunicativo e proativo prejudicam a candidatura na Sólides?
Eles não prejudicam por si só, mas não acrescentam nada quando estão sozinhos, porque a plataforma já aplica um teste formal de personalidade através do Profiler. Repetir esse tipo de afirmação no currículo, sem um fato que a sustente, ocupa espaço que poderia mostrar competência técnica, que é o que o Profiler não mede.
Os campos obrigatórios da Sólides realmente fazem diferença no processo?
Sim, porque não existe camada visual ou de formatação que compense um campo vago: a Sólides não aceita arquivo de currículo, então o texto digitado em cada campo é exatamente o que a inteligência artificial e o recrutador leem. Preencher só o mínimo obrigatório entrega menos informação para o sistema comparar com a vaga.
Quantas empresas no Brasil já usam inteligência artificial para triagem de currículo?
Segundo o Panorama de Empregabilidade 2025, divulgado pela própria Sólides, 55% das empresas brasileiras já usam inteligência artificial para filtrar candidatos, comparando currículos com os requisitos da vaga antes de um recrutador olhar cada perfil manualmente.
Depois de passar pela Sólides, o currículo ainda importa na entrevista?
Sim. O Panorama de Empregabilidade 2025 da Sólides mostra que boa parte dos candidatos aceita bem o uso de inteligência artificial nas etapas de triagem, mas ainda valoriza contato humano na entrevista. As competências descritas com fatos concretos no currículo tendem a virar as perguntas que o entrevistador faz depois, o que o Profiler nunca cobre.
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