SEO no currículo significa descrever o trabalho que você fez para que páginas apareçam melhor na busca do Google, sem anúncio pago, e o resultado que isso trouxe. Quem escreve só a sigla e a expressão “otimização para buscadores” deixa o recrutador de marketing sem nada para avaliar. Uma linha de SEO ganha peso quando diz qual página mudou, o que foi medido e de que ponto partiu. Os trechos seguintes separam cada frente e mostram o que registrar em cada uma.

Quais frentes de SEO você executou de fato?

SEO tem três frentes que o recrutador reconhece, e cada uma pede um tipo de trabalho diferente. Escreva só as que você executou, porque a entrevista costuma pedir detalhes de cada uma.

  • SEO técnico. É o que faz o site ser rastreado e carregado sem tropeço: erros de página, redirecionamentos, velocidade e arquivo de sitemap. Se você encontrou 38 páginas com erro e pediu a correção ao time de desenvolvimento, diga isso, e diga também que acompanhou a correção no relatório.
  • SEO on-page. É o texto que a busca lê diretamente: título, descrição, cabeçalhos, a primeira frase da página e os links internos entre páginas do mesmo assunto. Liste as páginas que você reescreveu, porque o recrutador entende o alcance do trabalho quando vê quantas foram.
  • Conteúdo para busca.São textos escritos a partir de uma palavra-chave e da pergunta que alguém digita, como “quanto tempo dura a garantia de um notebook”. Cite quantos textos publicou e sobre qual tema.

Se o seu trabalho foi em uma frente só, escreva só ela. Um redator que publicou vinte textos planejados por palavra-chave, sem mexer em nenhuma configuração do site, tem uma linha honesta de SEO de conteúdo. Acrescentar “SEO técnico” por ter lido o assunto transforma uma linha verdadeira em uma que a primeira pergunta técnica desfaz. Se a sua área é mais ampla, o guia de currículo de marketing digital mostra como encaixar o SEO entre os outros canais. Para comparar o que você escreveu com os termos dessa área, use as palavras-chave de analista de marketing digital. Se SEO é o nome do seu cargo, o currículo de analista de SEO mostra os termos que a triagem lê nessa vaga.

Como escrever um resultado orgânico sem inventar número?

Escreva o resultado com três elementos: a métrica, a base de comparação e o período. A busca orgânica é a visita que chega por um resultado de pesquisa, sem anúncio pago, e é esse número que mostra o efeito do seu trabalho. Um valor final sozinho não diz nada sobre o que mudou.

Antes: Trabalhei com SEO no blog da empresa e aumentei o tráfego.

Depois: Reescrevi título e descrição de 40 artigos do blog de uma loja de cosméticos. As visitas orgânicas mensais passaram de 6 mil para 9 mil em cinco meses, medidas no Google Analytics.

A segunda versão traz o que faltava na primeira: o que foi feito, o tamanho do conjunto, a métrica e o intervalo. Se o período for curto, diga quantos meses foram. Um ganho medido em três semanas ainda não é tendência, e quem conhece SEO percebe isso na primeira pergunta. Se o seu caso é de tráfego pago, a lógica é parecida, e o guia de currículo de gestor de tráfego trata dos números que pesam nessa área.

O que escrever quando o resultado ainda não apareceu?

SEO é lento. Um texto novo pode levar semanas para ser indexado e mais tempo para subir de posição, e uma reescrita pode demorar ainda mais para mexer nos números. Quando o resultado não chegou, descreva o que você controlou. São entregas que existem sem depender da resposta da busca.

Antes: Trabalhei com SEO no site da loja e melhorei o ranqueamento.

Depois: Mapeei 120 palavras-chave ligadas às categorias da loja, reescrevi título e descrição das 15 categorias de maior volume e corrigi 38 páginas com erro de rastreamento. O efeito na busca ainda estava em medição quando saí.

Não escreva que a página chegou ao topo se ela não chegou. A entrevista costuma pedir o relatório, e quem nunca abriu o Search Console não sabe explicar um gráfico de impressões. Uma linha verdadeira sobre entregas vale mais do que um resultado que se desmonta em dois minutos.

Quais ferramentas de SEO entram na linha, e quando?

Uma ferramenta entra no currículo quando você a usou para decidir alguma coisa. Abrir o Search Console uma vez não conta. Ler o relatório toda semana para escolher quais páginas reescrever conta, e essa frase cabe na linha. Entre as ferramentas comuns estão o Search Console, o Google Analytics, planilhas de palavras-chave e suítes pagas como Semrush e Ahrefs.

Se você usou o Google Analytics para separar o tráfego orgânico do restante, o lado de medição está no guia de Google Analytics no currículo. Aqui basta dizer qual relatório você consultou para decidir o que mudar e com que frequência.

Como descrever SEO quando ele era uma tarefa dentro de outro cargo?

Muita gente faz SEO sem que ele seja o nome do cargo. Uma jornalista que escreve títulos pensando na busca, um cozinheiro que mantém o perfil do restaurante no Google ou uma assistente administrativa que atualiza o site da empresa estão nesse caso. O SEO é uma parte do trabalho, e a linha deve dizer isso dentro da função, e não como um cargo separado.

Antes: Responsável pelo SEO do restaurante.

Depois: Atualizei o perfil do restaurante no Google com cardápio, horário e fotos novas, e passei a responder avaliações em até um dia. As ligações feitas pelo perfil subiram 30% em quatro meses.

Escreva a tarefa no tamanho em que ela aconteceu. Se você atualizava o perfil uma vez por mês, não diga que cuidava da presença digital da empresa. Quem contrata para marketing confere essa diferença antes de chamar.

O que fica de SEO no currículo antes de enviar?

Uma linha de SEO se sustenta com três coisas visíveis: a página que mudou, a medida que mostra o efeito e o período em que ela foi lida. Sem uma delas, a palavra passa pelo recrutador sem gerar pergunta, e também sem gerar confiança. Quando o efeito ainda não aparece, a linha continua valendo com a entrega no lugar da medida.

Ao copiar os termos de SEO da vaga, marque os que você consegue provar com uma página ou um relatório. Depois cole o anúncio e o currículo na análise gratuita do AjustaCV, que compara os dois sem cadastro e aponta quais termos do texto da vaga já aparecem no seu currículo e quais estão de fora. Um termo sem prova não entra na linha. Se a vaga pedir algo que você nunca fez, um projeto pequeno de algumas semanas é o caminho para a próxima candidatura.


Perguntas frequentes

Como colocar SEO no currículo sem experiência profissional?

Com projeto próprio. Crie um blog pessoal ou ajude um negócio de um conhecido com o site, escreva três ou quatro textos em torno de uma palavra-chave que alguém realmente digita e registre o que fez em cada um: título, descrição, cabeçalhos e links entre as páginas. Na linha do currículo, diga onde o projeto está, em que período rodou e o que você otimizou. Se o tráfego ainda não aparece, escreva o que foi publicado, sem prometer resultado.

Curso de SEO vale colocar no currículo?

Pode entrar na seção de formação, com a instituição e a carga horária. O que sustenta a linha, porém, é uma página real que você otimizou depois do curso. Sem ela, a formação aparece como intenção. Se ainda está cursando, escreva que está cursando, e não que concluiu.

Posso escrever SEO como nível avançado?

Se o trabalho envolve auditoria técnica, análise de erros de rastreamento ou decisões sobre a estrutura de categorias de um site grande, sim. Quem reescreve títulos e escreve textos a partir de palavras-chave faz SEO intermediário, e isso já é trabalho. Para decidir o nível, pergunte a si mesmo se consegue explicar por que escolheu cada palavra-chave e o que faria se uma página perdesse posição.

SEO e marketing de conteúdo são a mesma coisa no currículo?

Não. Conteúdo é a produção do texto e do formato. SEO é a parte que decide quais palavras e quais páginas recebem esse texto. Um redator pode produzir muito sem SEO, e um analista pode otimizar páginas sem escrever uma linha. Se você fez as duas coisas, descreva cada uma com o seu próprio resultado.

Quais números de SEO devo colocar no currículo?

Tráfego orgânico, posição média de um conjunto de palavras-chave e cliques ou impressões vindos da busca, sempre com a base de comparação e o período. Evite a posição de uma palavra específica em um único dia, porque ela oscila. Se o número é confidencial, use a variação em percentual. Quando não houver número nenhum, descreva a entrega: quantas páginas reescreveu e quais erros técnicos corrigiu.

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