Quando o currículo diz apenas javascript, quem lê não sabe se a pessoa escreve código tipado, se mexe só na tela ou se também roda um servidor com a mesma linguagem. Uma vaga que pede TypeScript precisa de uma resposta clara, e o nome solto não dá essa resposta. Este guia mostra como separar as duas linguagens no currículo, como descrever frameworks e Node.js e como escrever a migração para TypeScript como resultado, e não como lista.
Escreva JavaScript e TypeScript como linguagens separadas, pelo nome
Escreva as duas pelo nome completo, em itens diferentes, e diga em qual delas você passa mais tempo. JavaScript é a linguagem que o navegador e o Node.js executam. TypeScript é uma extensão dela, com tipos que são checados antes de o código rodar e que depois viram JavaScript comum. Uma vaga que pede uma das duas espera ver a escolha feita, e um termo combinado esconde essa escolha.
Se a sigla economiza espaço, use JS ou TS entre parênteses depois do nome, nunca no lugar dele.
Antes: Conhecimento em JS/TS, React e Node.
Depois: JavaScript, com quatro anos de interface em produção. TypeScript, no app de entregas, com tipos para as respostas da API.
A segunda versão separa as duas linguagens e diz onde cada uma foi usada. Quem lê não precisa adivinhar se o TypeScript veio de um tutorial.
Quando a vaga pede TypeScript, o JavaScript puro não cobre o requisito
Leia o anúncio atrás do termo exato. Se ele diz TypeScript, a palavra precisa aparecer com o nome completo, e não apenas uma frase sobre JavaScript com a expressão código tipado no meio. Se o anúncio diz só tipagem, escreva TypeScript, porque é a ferramenta que dá esse nome ao conceito.
Quando você não usou TypeScript, não o coloque na lista só porque a vaga pede. A pergunta técnica que costuma vir logo depois é sobre os tipos, e quem leu a documentação sem escrever código não tem o que responder.
Frameworks e Node.js mostram para qual lado da linguagem você trabalha
Framework é a camada que organiza o código, e a vaga costuma pedir o framework junto com a linguagem. Escreva o nome do framework que você levou a produção, e deixe fora da lista os que apenas viu em vídeo.
- Front-end. React, Vue, Angular ou Svelte. Escreva o que você entregou com ele, como telas de checkout ou um painel administrativo. Para o perfil completo de quem trabalha com interface, veja as palavras-chave de desenvolvedor full stack.
- Node.js. É o runtime que executa JavaScript fora do navegador, geralmente numa API, num serviço ou numa ferramenta de linha de comando. Se você escreveu uma API em Node.js, diga isso com clareza. O lado do servidor tem um contexto próprio no guia de currículo de desenvolvedor back-end.
- Build e qualidade. Vite, Webpack, ESLint, Prettier, Jest ou Vitest. Liste apenas o que você configurou ou manteve. Quem só usou um modelo de projeto pronto deve dizer que usou, e não que configurou.
Antes: Ferramentas: JavaScript, Node, Webpack, ESLint, Jest, React.
Depois: API de cadastro de clientes em Node.js, com testes de rota em Jest. Configurei o ESLint e o build com Webpack ao migrar o projeto de um modelo antigo.
A segunda versão não tem mais nenhuma tecnologia. Ela tem o que foi feito com elas, e é isso que o recrutador pergunta na entrevista.
Migração de JavaScript para TypeScript: escreva o que mudou
Migrar um projeto para TypeScript é uma das poucas linhas de JavaScript que mostram trabalho de manutenção, e não só de criação. Se o projeto atravessou o lado do servidor e do navegador, o contexto de cada lado está no guia de currículo de desenvolvedor full stack. A descrição precisa dizer o que foi migrado, o tamanho do trabalho e o que os tipos trouxeram. Sem isso, a frase parece enfeite.
Diga quantos módulos ou arquivos saíram de JavaScript e quais partes continuam nele. Migração parcial é comum em projeto que já está no ar, e não precisa parecer incompleta. Se os tipos pegaram algum problema antes do deploy, diga qual.
Antes: Migrei um sistema de JavaScript para TypeScript.
Depois: Migrei 14 módulos do painel de pedidos de JavaScript para TypeScript, com tipos para as respostas da API. O build passou a apontar três campos ausentes que antes só apareciam em produção.
A versão depois mostra a escala e o resultado. Não escreva que a migração aumentou a produtividade, porque ninguém mediu isso e a primeira pergunta da entrevista será como.
Os tipos que você escreveu mostram o nível, e os que você leu não mostram
Quando a vaga pede um nível de TypeScript, a diferença entre usar e saber está nos tipos que você escreveu. Três sinais costumam bastar.
- Interfaces para o modelo de dados. Um tipo que descreve um pedido, um cliente ou a resposta de uma API mostra que o código tem contrato. Diga qual modelo você tipou.
- Genéricos em funções ou componentes reutilizáveis. É o ponto em que o TypeScript exige raciocínio. Só escreva se você fez, e cite a função ou o componente.
- Tipos utilitários, como Partial ou Pick. Servem, por exemplo, para atualizar só alguns campos de um formulário. Se você usa a palavra sem saber o que ela faz, a primeira pergunta técnica desfaz a linha.
Se você não escreveu nenhum desses três, descreva o TypeScript que fez: tipos para a API ou para as propriedades de componentes. Deixe os genéricos de fora até ter um caso real para contar.
Projeto pessoal em JavaScript conta quando você descreve o que decidiu
Curso e projeto pessoal valem quando o texto mostra uma decisão sua. Um projeto que você apenas seguiu como tutorial ainda é estudo, e a linha deve dizer isso com honestidade. Se o código está no GitHub, o link dá ao recrutador técnico algo para abrir. Os detalhes de como montar esse trecho estão no guia de currículo de programador.
Antes: Projeto de lista de tarefas em JavaScript.
Depois: Aplicativo de lista de tarefas em JavaScript puro, sem framework, com persistência no localStorage e testes das funções de data. O código está no GitHub.
A versão depois diz o que o projeto faz, por que ele não usa framework e o que foi testado. Não precisa ser complexo para ser verdadeiro.
Como fechar: a linguagem que você usa, escrita do jeito que a vaga a chama
A ideia central é simples: escreva JavaScript e TypeScript pelo nome, separados, e diga em cada uma o que você entregou. Quem deixa a palavra solta perde a pergunta que a vaga faz, e quem lista TypeScript sem tipos escritos perde credibilidade na primeira conversa técnica. Antes de enviar, leia o anúncio atrás dos termos de linguagem, framework e runtime, e confira se cada um tem uma frase de experiência que o prove. A análise gratuita de currículo do AjustaCV faz essa comparação com o texto da vaga que você colar. Ela não pede cadastro, mostra quais termos da vaga já aparecem no seu currículo e quais faltam.
Perguntas frequentes
Posso escrever só JavaScript se uso TypeScript no dia a dia?
Não. Se o seu trabalho diário é TypeScript, escreva TypeScript, porque é isso que a vaga vai procurar na primeira conversa técnica. JavaScript continua sendo a base da linguagem e pode aparecer como tal, mas não substitui o nome que você usa. Escrever só JavaScript quando você tipa o código faz a vaga parecer ter outra stack, e quem lê vai perguntar onde estão os tipos.
Node.js conta como JavaScript no currículo?
Conta, como JavaScript de servidor. Node.js é o ambiente que executa JavaScript fora do navegador, então a linguagem é a mesma. Escreva o que você fez com ele, como uma API, uma rotina de automação ou um worker de fila. Se a vaga pede Node.js, a palavra precisa estar no texto. Se ela pede só JavaScript, Node.js ainda ajuda, porque mostra que o código roda do lado do servidor.
Migrar um projeto para TypeScript vale como experiência?
Vale, se a migração aconteceu em código real, de produção ou de equipe. Descreva o que foi migrado, quantos arquivos e o que os tipos trouxeram. Não coloque a migração como cargo ou promoção, porque ela é uma tarefa dentro de um trabalho. Se foi um exercício seu, ele entra na seção de projetos, com link para o repositório, e a descrição deve dizer que foi uma migração feita por você.
ES6 ou ECMAScript são palavras que devo colocar?
Não são necessárias. Quem lê um currículo de desenvolvedor espera o nome da linguagem, e a versão do padrão não diz o que você construiu. Se a vaga usa ES6 ou ECMAScript de forma literal, a sigla cabe entre parênteses. O que pesa é mostrar o que o código faz com a linguagem, como módulos, funções assíncronas ou componentes, em frases que tenham um resultado.
Quantas linguagens e frameworks devo listar no currículo?
Liste as que você usou em trabalho ou projeto com resultado, e não as que estudou. Três ou quatro bem descritas valem mais do que uma lista de dez nomes sem contexto. Se a vaga pede outras, confira se você realmente as usou antes de adicioná-las. Se o espaço de competências está cheio, a seção de experiência é o lugar em que cada tecnologia ganha sentido.
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