Currículo de Programador: Stack, GitHub e Projetos no ATS
Um currículo de programador com dez tecnologias listadas e nenhum projeto real por trás é indistinguível, para o ATS, de um currículo com três tecnologias verdadeiras e dois links que abrem. O parser não programa, e o recrutador técnico que faz a segunda leitura decide em menos de um minuto. Os dois julgam pela mesma coisa: se o nome da tecnologia está exato e se existe algo fora do papel que comprove o que foi escrito. Quem escreve familiaridade com frameworks modernos perde para quem escreve React 18 com um link de GitHub que funciona.
Este guia mostra como nomear stack, versão, link e projeto do jeito que o parser e o recrutador técnico leem, e o que escrever quando a experiência profissional ainda não existe.
Regra do Nome Exato: currículo de programador nunca descreve uma tecnologia pela categoria a que ela pertence. React é React, não framework JavaScript. PostgreSQL é PostgreSQL, não banco de dados relacional. A categoria não é o termo que alguém digita ao escrever uma vaga. O nome do produto é.
O nome exato da tecnologia é a palavra-chave, a categoria que a engloba não é
Vagas de programação são escritas com nomes de produto, porque quem escreve a vaga sabe exatamente qual ferramenta o time usa. Currículo que responde com a categoria genérica não encontra essas palavras em lugar nenhum do texto, mesmo quando o candidato domina a tecnologia pedida.
Antes: Conhecimento em frameworks JavaScript modernos e bibliotecas de front-end.
Depois: React 18, Next.js 14, TypeScript 5, Tailwind CSS.
A segunda versão contém quatro termos pesquisáveis. A primeira contém zero, porque nenhuma vaga é escrita procurando bibliotecas de front-end. Para conferir o vocabulário completo do seu setor antes de escrever, vale revisar a lista de palavras-chave por área.
A versão ao lado do nome mostra que a tecnologia continua em uso, não só na memória
Muitas vagas de programação pedem uma faixa de versão, como Node 18 ou superior, Python 3.10 ou superior, Java 17. Escrever apenas o nome da linguagem não informa se você está na faixa pedida, e o recrutador técnico assume o pior quando o número não aparece.
Coloque a versão que você realmente usou. Se não lembra o número exato, escreva a faixa aproximada, como React (Hooks, versões 17 e 18), em vez de inventar um número que pode virar uma pergunta constrangedora na entrevista técnica.
Link de portfólio como ícone não existe para o parser, como texto puro ele é uma prova
Um ícone de GitHub no cabeçalho é decoração visual para o parser, que lê texto e não reconhece imagem. Se o endereço não está escrito por extenso ao lado do ícone, o link simplesmente não existe para o sistema que faz a primeira triagem.
Escreva o endereço completo, como github.com/seuusuario, em texto puro no cabeçalho, junto do e-mail e do telefone. O mesmo vale para portfólio pessoal ou link de um projeto em produção. Entender como o parser monta o texto que ele efetivamente lê ajuda a evitar esse tipo de erro, e está detalhado em como o ATS lê um currículo por dentro.
Projeto pessoal descrito por problema, stack e resultado vale mais do que dez linhas soltas
Um projeto listado apenas pelo nome não diz nada sobre o que foi construído. Um projeto descrito por problema, stack e resultado funciona como uma experiência profissional inteira, mesmo sem vínculo empregatício por trás.
Antes: App de finanças pessoais feito em React.
Depois: Controle de Gastos Pessoais. Problema: categorizar gastos automaticamente a partir do extrato bancário. Stack: React 18, Node.js, PostgreSQL. Resultado: extrato de 200 transações processado e categorizado em menos de 3 segundos, em uso por mim e por mais 40 pessoas do grupo de teste.
A segunda versão responde às três perguntas que um recrutador técnico faz ao abrir um repositório: para que serve, com o que foi feito e se funciona de verdade.
Sem experiência profissional, o projeto pessoal ocupa o lugar do cargo, não do rodapé
Programador júnior sem carteira assinada na área costuma colocar projetos pessoais em uma linha discreta no fim do currículo, como se fossem um extra. Deveriam ocupar o espaço logo depois do resumo, escritos com os mesmos verbos de uma experiência profissional.
Use implementei, construí, migrei, integrei, nunca estudei ou tentei fazer. Um projeto pessoal terminado e no ar é experiência real, e precisa ser descrito com a mesma segurança de quem já foi contratado para fazer o mesmo trabalho. Para o currículo inteiro nesse cenário, vale revisar como montar o currículo de primeiro emprego para a Gupy.
Familiaridade com é a frase que aparece em todo currículo e não prova nada a ninguém
A frase familiaridade com tecnologia é tão comum que deixou de significar qualquer coisa. Ela não corresponde a uma palavra-chave específica e comunica um nível de domínio baixo demais para uma vaga técnica. Um verbo de construção resolve os dois problemas de uma vez.
- Implementei: use quando você construiu uma funcionalidade do zero, como implementei autenticação com Node.js e JWT.
- Migrei: use para mudança de versão ou de tecnologia, como migrei o back-end de Express para Fastify.
- Otimizei: use quando o trabalho reduziu tempo, custo ou uso de recursos, mesmo sem métrica exata disponível.
- Integrei: use para conexão entre sistemas, como integrei o front-end com uma API de pagamento.
- Automatizei: use quando um processo manual passou a rodar sozinho, como automatizei o deploy com CI/CD.
O que fazer agora com o seu currículo de programador
Se o seu currículo lista tecnologias sem nome exato, sem versão e sem um projeto que comprove cada uma, ele está competindo em um campo onde qualquer outro candidato pode escrever a mesma lista sem nunca ter aberto um editor de código. Cada envio nessa condição é uma vaga perdida para quem escreveu o mesmo nome com uma prova ao lado.
Rode a análise gratuita em /ats com a descrição da vaga colada para ver quais tecnologias exatas estão faltando no seu texto. Se o score vier baixo, a otimização completa custa R$ 7,80 via PIX em /checkout. Para entender o que o ATS de empresas de tecnologia procura de forma mais ampla antes de mexer na stack, veja também o guia completo de currículo para TI.
Perguntas frequentes
O que colocar no currículo de programador para passar no ATS?
O nome exato de cada tecnologia usada, com a versão ou a faixa de versão quando você souber, o link de GitHub ou portfólio escrito por extenso no cabeçalho e, para cada projeto relevante, o problema resolvido, a stack usada e o resultado obtido. Currículo de programador que lista tecnologias soltas sem nenhum projeto por trás não comprova nada, para o parser ou para o recrutador.
Preciso colocar a versão da tecnologia no currículo, tipo React 18?
Sim, sempre que você souber a versão ou a faixa que usou. Muitas vagas pedem Node 18 ou superior, Python 3.10 ou superior, Java 17, e o nome sozinho não informa se você está atualizado. Se não lembra o número exato, escreva a faixa aproximada, como React (Hooks, versões 17 e 18), em vez de inventar um número.
Como colocar o link do GitHub no currículo sem que ele suma no ATS?
Como texto puro, escrito por extenso no cabeçalho, ao lado do e-mail e do telefone. Um ícone de GitHub sem o endereço escrito ao lado é invisível para o parser, porque o sistema lê texto, não imagem. O mesmo vale para portfólio ou link de deploy de um projeto.
Sou programador júnior sem experiência profissional, o que coloco no currículo?
Projetos pessoais, descritos com a mesma estrutura de uma experiência profissional: nome do projeto, problema que ele resolve, stack usada e resultado, mesmo que o resultado seja apenas o próprio projeto funcionando em produção. Dois ou três projetos bem descritos valem mais do que dez projetos citados em uma linha cada.
Qual a diferença entre listar uma linguagem e provar que sei usar ela?
Listar é escrever o nome da linguagem em uma seção separada, sem contexto. Provar é uma linha de projeto ou de experiência que nomeia a linguagem, diz o que foi construído com ela e, quando possível, em que escala. A vaga é preenchida por quem prova, não por quem lista mais nomes.
Por que familiaridade com tecnologia é uma frase ruim no currículo de programador?
Porque não corresponde a nenhuma palavra-chave que uma vaga procura e comunica um nível de domínio baixo demais para quem está tentando conseguir uma entrevista técnica. Um verbo de construção seguido do nome da tecnologia, como implementei autenticação com Node.js, substitui a frase e informa muito mais em menos espaço.
Quanto custa deixar o currículo de programador pronto para o ATS?
A análise ATS gratuita da AjustaCV, em /ats, mostra o score atual e quais tecnologias da vaga estão faltando no seu texto, sem custo. A otimização completa custa R$ 7,80 via PIX, com entrega por e-mail em minutos, e o reajuste para outra vaga custa R$ 3,40.
Quer otimizar seu currículo para uma vaga específica?
O AjustaCV reescreve seu currículo para passar nos filtros ATS da vaga que você escolher. Pronto em minutos.
AJUSTAR MEU CURRÍCULO — R$7,80