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Currículo UX designer: por que o link do portfólio sozinho não basta

·8 min de leitura

Um designer gráfico com portfólio bonito no Behance manda o currículo para uma vaga de UX designer e não recebe retorno. O portfólio tem pesquisa, tem teste com usuário, tem decisão bem justificada. O problema é que nada disso está no currículo, só o link. O ATS não abre o Figma nem o Behance, ele lê o texto que você escreveu, e se o texto fala só em criação de peças visuais, é isso que a triagem vê.

Este guia mostra como descrever pesquisa e teste de usabilidade de forma que o parser reconheça, como linkar o portfólio dizendo o que ele prova, e como diferenciar UX, UI e product design na escolha do título.

Regra do Link com Contexto: um link de portfólio sozinho no currículo vale menos do que uma frase de dez palavras dizendo o que esse link mostra, porque o ATS lê a frase, não o link.

O portfólio prova o trabalho, mas só o texto do currículo passa pelo ATS

É comum um designer investir horas em um case bem escrito no portfólio e deixar o currículo com uma linha genérica apontando para ele. O parser não visita o link, então tudo que importa para a triagem automática precisa estar escrito no próprio documento.

Antes: Portfólio completo disponível em behance.net/exemplo.
Depois: Portfólio com case de redesenho de checkout que reduziu abandono de carrinho, incluindo pesquisa com usuário e teste de usabilidade: behance.net/exemplo.

UX, UI e product design pedem competências diferentes, e o título errado no topo custa aderência

As vagas brasileiras usam os três termos de forma inconsistente, mas a tendência geral é: UX designer foca em pesquisa e estrutura de experiência, UI designer foca no acabamento visual da interface, e product designer acumula as duas competências com alguma responsabilidade sobre métrica.

Leia a vaga inteira antes de escolher. Se ela pede entrevista com usuário e teste de usabilidade, é UX. Se pede domínio de tipografia, cor e sistema visual, é UI. Se pede as duas coisas junto de acompanhamento de métrica de produto, é product design.

Pesquisa e teste de usabilidade são termos específicos que o parser busca, não sinônimos de fazer design

  • Entrevista com usuário: cite se você conduziu ou participou de conversas estruturadas para entender um problema antes de desenhar a solução.
  • Teste de usabilidade: cite se você observou usuários reais usando um protótipo ou produto, mesmo em versão simples e não moderada.
  • Discovery: cite se você participou da fase de validar o problema antes de qualquer tela ser desenhada.
  • Design system: cite se você criou ou manteve componentes reutilizáveis de interface, porque é um termo bastante buscado em vaga de UI e product design.

Um case se descreve em três frases: problema, solução testada e resultado medido

Currículo não é o lugar para o case completo, é o lugar para a versão resumida que prova que o processo existiu, ficando o detalhamento no portfólio.

Antes: Redesenho da tela de checkout de um aplicativo de e-commerce, com foco em melhorar a experiência do usuário.
Depois: Identifiquei via pesquisa que 40% dos usuários abandonavam o checkout na etapa de pagamento, prototipei uma versão simplificada em Figma, testei com usuários reais e reduzi os passos de três para um.

Se você mediu de fato o resultado com uma ferramenta de analytics ou um teste A/B, cite o número. Sem medição real, descreva a mudança qualitativa observada, sem inventar percentual.

Métricas como SUS e taxa de conversão pesam em vaga mais madura, mas só se medidas de verdade

System Usability Scale (SUS) e taxa de conversão aparecem em vagas de UX de empresas com processo mais estruturado. Citar essas métricas sem ter aplicado uma pesquisa formal ou uma ferramenta de analytics enfraquece o currículo assim que alguém perguntar como foi medido.

Se você nunca aplicou um SUS, não cite a sigla. Descreva em vez disso o que observou em um teste de usabilidade informal, como quantos usuários completaram uma tarefa sem ajuda.

Quem migra de design gráfico prova UX com um case novo, não com o portfólio visual antigo

Design gráfico e UX compartilham ferramenta, mas não compartilham processo. A migração exige mostrar contato real com pesquisa e teste, mesmo que você tenha aplicado isso sozinho sobre um produto fictício.

Monte um case aplicando o processo completo: um problema real ou plausível, uma pesquisa simples com algumas pessoas próximas, wireframes e protótipo em Figma, e um teste de usabilidade informal registrando o que funcionou e o que não funcionou. Um case assim, com link e contexto no currículo, muda a leitura de quem só viu peça gráfica antes.

Para revisar o vocabulário completo esperado por área antes de fechar o currículo, veja a lista de palavras-chave por área, e para quem também mexe com front-end dentro do processo de design, confira o guia de currículo para desenvolvedor de TI.

O que fazer agora com o seu currículo de UX designer

Se o seu currículo cita o link do portfólio sem dizer o que ele mostra, fala em fazer design sem citar pesquisa nem teste de usabilidade, e não escolhe entre UX, UI ou product design com cuidado, ele está deixando o trabalho mais forte do seu case do lado de fora da triagem. Cada candidatura assim é uma vaga em que o recrutador nunca chega a abrir o portfólio.

Rode a análise gratuita em /ats com a vaga colada para ver quais termos estão faltando no seu texto. Se o score vier baixo, a otimização completa custa R$ 7,80 via PIX em /checkout, e o reajuste para outra vaga sai por R$ 3,40.


Perguntas frequentes

Qual a diferença entre UX designer, UI designer e product designer no Brasil?

UX designer foca em pesquisa e na estrutura da experiência, UI designer foca na interface visual final, e product designer costuma acumular as duas competências junto de alguma responsabilidade sobre métrica de produto. As vagas brasileiras usam os três títulos de forma inconsistente, então leia a descrição inteira antes de escolher qual usar no topo do currículo.

O ATS consegue ver o meu portfólio no Figma ou Behance?

Não. O ATS lê apenas o texto do currículo, então o link do portfólio precisa vir acompanhado de uma frase que descreva o que ele mostra, como pesquisa, protótipo e resultado de um case específico. Um link sozinho sem contexto no currículo depende de alguém abrir e navegar até achar algo relevante.

Preciso saber Figma para conseguir vaga de UX designer?

Sim, Figma é a ferramenta dominante de prototipação no mercado brasileiro atualmente, e a maioria das vagas cita ela pelo nome. Se você usa outra ferramenta, como Sketch ou Adobe XD, cite também, mas inclua Figma se tiver qualquer familiaridade, porque é o termo mais buscado.

Como descrever um case de UX sem escrever um texto enorme no currículo?

Descreva em três partes curtas: o problema de usuário identificado pela pesquisa, a solução prototipada e testada, e o resultado medido, como aumento de conversão ou redução de erro em uma tarefa. Duas ou três frases bastam no currículo, o detalhe completo fica no portfólio.

Vale colocar métricas como SUS ou taxa de conversão no currículo de UX?

Vale, desde que você tenha medido de fato, porque System Usability Scale (SUS) e taxa de conversão são termos buscados em vagas mais maduras de UX. Se você não mediu com uma ferramenta ou pesquisa formal, descreva o resultado qualitativo observado em vez de inventar um número.

Sou designer gráfico, como migrar para UX ou product design?

Destaque qualquer contato com pesquisa de usuário, teste de usabilidade ou prototipação interativa que você já teve, mesmo que informal, e monte um case novo aplicando o processo completo de UX sobre um produto real ou fictício. Migrar só o título sem mudar o conteúdo do currículo raramente convence quem avalia vaga de UX.

Quanto custa deixar o currículo de UX designer pronto para o ATS?

A análise ATS gratuita da AjustaCV, em /ats, mostra o score atual e quais termos da vaga estão faltando, sem custo. A otimização completa custa R$ 7,80 via PIX, com entrega por e-mail em minutos, e o reajuste para outra vaga custa R$ 3,40.

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