O currículo de redator e copywriter precisa de um link para o portfólio logo no topo, porque na redação o portfólio é a prova que o recrutador lê primeiro. A função não tem registro profissional obrigatório e o diploma não define quem escreve bem. O que pesa são as peças, com o contexto de cada uma e o resultado quando ele existe. Quem tem de três a cinco peças por tipo de texto, com uma linha de explicação, passa na frente de quem só lista ferramentas.

Por que o portfólio é o currículo de verdade na redação

Em outras áreas, o currículo prova a experiência com cargos e datas. Na redação, a experiência está no texto. Um recrutador de agência ou de empresa abre o link antes de ler a lista de empregos, porque quer ver como você escreve, com que tom e em que formato. O currículo funciona como índice do portfólio: diz quem você é, em quais tipos de texto atua e onde estão as provas.

Por isso, o portfólio precisa estar sempre disponível e atualizado. Um link que dá erro ou leva a um arquivo que pede senha faz o recrutador desistir antes de ler a primeira peça. Se quiser ver as opções de link para o currículo, o texto sobre links no currículo: LinkedIn, portfólio, GitHub e QR code explica quando cada um ajuda.

Como organizar as peças do portfólio no currículo

Escolha de três a cinco peças por tipo de texto que você domina de fato. Mais do que isso cansa, e menos do que três dá a impressão de que você só fez um trabalho. Cada peça precisa de uma linha com o contexto: para quem foi escrita, qual era o objetivo e o que aconteceu depois, quando houver dado. Sem contexto, a peça é só texto bonito, e o recrutador não sabe se ela funcionou.

A linha de contexto pode ser curta e seguir sempre a mesma ordem: formato, público, objetivo e resultado, se houver. Veja um exemplo inventado, para copiar a ordem e trocar o conteúdo:

E-mail de boas-vindas (formato), para quem se cadastrou numa loja de cosméticos inventada (público), com o objetivo de levar a primeira compra (objetivo). Resultado: a abertura ficou acima da média da própria conta, segundo o painel da plataforma de e-mail (resultado inventado, use só se for real).

Repare que a ordem é fixa e o resultado vem por último, com fonte. É a mesma lógica que o recrutador usa para ler uma peça: formato, público, objetivo e prova.

Se você ainda não tem peças de cliente, faça peças de teste sobre produtos reais, com briefing inventado e identificado como exercício. Diga isso com clareza na página. Trabalho de estudo bem explicado vale mais que um trabalho de cliente sem nenhuma explicação.

Quais tipos de texto listar no currículo de redator

Liste os tipos de texto que você escreve, e não todos que já ouviu falar. Quem lê vagas de redação reconhece a diferença entre uma pessoa que escreve e uma que se diz criativa. Os tipos mais pedidos são estes:

  • SEO: textos de blog e páginas que buscam termos específicos, com estrutura de título, subtítulo e perguntas frequentes. Mostre a palavra-chave da peça e o público que ela atende.
  • E-mail: sequências de relacionamento, de venda e de recuperação de carrinho. Cite o objetivo de cada sequência.
  • Anúncios: textos curtos para redes sociais e para busca paga, com o limite de caracteres da plataforma respeitado.
  • Páginas de venda: textos de landing page, com promessa, prova, objeção e chamada para ação. Quem sabe escrever essa página entende a jornada do cliente.
  • UX writing: textos de interface, mensagens de erro, botões e onboarding. É uma área que cresce em produto digital e pede clareza acima de tudo.

Se o seu trabalho é mais ligado a redes sociais, o texto sobre currículo de criador de conteúdo e social media para o filtro ATS mostra como organizar esses formatos. Se você escreve para campanhas, a versão de marketing está em currículo de marketing digital.

Métricas: quando existem, entram; quando não existem, descreva o escopo

Resultado mensurável é o argumento mais forte de um redator, e também o mais fácil de inventar sem perceber. Se você sabe a taxa de abertura de um e-mail, a conversão de uma página ou o aumento de visitas de um artigo, escreva o número e a fonte. Se não sabe, descreva o trabalho e o volume, sem prometer efeito.

Os textos abaixo são inventados e mostram a troca de palavras:

Antes:“Redação de textos para e-mail marketing e redes sociais.”

Depois:“Escrita de sequências de e-mail para uma loja de cosméticos (cliente inventado), com 6 e-mails por campanha, incluindo recuperação de carrinho, e revisão de textos para redes sociais toda semana.”

A segunda versão não promete resultado, mas mostra escopo, tipo de peça e frequência. Se a conversão for conhecida e puder ser divulgada, acrescente a linha com o número. Se não for, o escopo basta para uma primeira triagem.

Quais ferramentas colocar no currículo de redator

Ferramentas são um item de apoio. Coloque só as que você usa no fluxo de trabalho: um editor de texto, uma ferramenta de gestão de projetos, uma planilha para controle de entregas e as plataformas em que publica ou envia campanhas. Lista com vinte nomes sem contexto mostra que você assinou ferramentas, não que trabalhou com elas.

Para a triagem, o que conta é a palavra exata que a vaga pede. Se a vaga cita uma plataforma de e-mail ou de gestão de conteúdo, use o nome que ela usa, desde que você tenha trabalhado com ela. Os termos de escrita, como briefing, revisão, tom de voz e calendário editorial, também entram na lista de palavras-chave. O guia de palavras-chave para currículo organiza os termos por área.

Freelas e projetos: como entram na experiência

Freela é experiência, e o recrutador de redação lê isso com naturalidade, desde que esteja descrito. Organize-os em uma seção própria ou dentro da experiência, com o nome do cliente quando puder divulgá-lo. Se houver sigilo, descreva o setor e o tipo de entrega. Uma linha sem período, como “freelancer de textos”, não diz nada, e a vaga não tem como comparar.

Para um currículo sem vaga formal, a estrutura é a mesma de qualquer profissional que trabalha por projeto. O texto sobre currículos antes e depois para o filtro ATS mostra como uma experiência vaga ganha forma quando a tarefa aparece.

Exemplo de currículo de redator para copiar a estrutura

Modelo inventado. Nome, cliente, endereço do portfólio e números são fictícios:

Lívia Antunes, redatora e copywriter
Porto Alegre, RS · (51) 90000-0000 · livia.exemplo@email.com
portfólio: livia-antunes.exemplo.com (endereço inventado)

Objetivo: redatora em agência ou produto digital, com foco em e-mail, SEO e páginas de venda.

Experiência:
Redatora freelancer, de 2024 a 2026. Sequências de e-mail para uma loja de cosméticos (cliente inventado), com 6 e-mails por campanha. Artigos de SEO para um blog de finanças pessoais (cliente inventado), entregues toda semana.

Ferramentas: editor de texto, planilha de calendário editorial, plataforma de e-mail marketing.

Formação: graduação em letras, universidade inventada.

O modelo põe o portfólio no cabeçalho, separa os tipos de texto da experiência e usa as ferramentas como apoio, e não como enfeite.

Erros que fazem o recrutador de redação passar direto

  • Portfólio sem link:“disponível sob consulta” faz o recrutador pular para o próximo candidato.
  • Peça sem contexto: um texto sem briefing, público ou objetivo não mostra se a escrita funcionou.
  • Adjetivo no lugar de tarefa:“criativo e versátil” é o que todos escrevem. Liste os formatos.
  • Métrica inventada: um número sem fonte costuma ser checado na entrevista, e a resposta vai custar a vaga.
  • Erro de português no próprio currículo: para quem escreve para ganhar a vida, o texto do currículo é a primeira peça avaliada.

Como decidir o que fica no currículo de redator

Coloque o portfólio no topo, os tipos de texto com três a cinco peças cada, a experiência com tarefa e período, e as ferramentas que você usa de fato. Adapte as palavras para a vaga que está lendo e confira se os termos de escrita que ela pede aparecem no seu texto. Antes de enviar, cole a vaga na análise gratuita do AjustaCV. Ela mostra as palavras da vaga que faltam e se o título do currículo bate com o cargo.


Perguntas frequentes

Redator precisa de diploma para colocar no currículo?

Redação publicitária e copywriting não têm registro profissional obrigatório, e a exigência de diploma de jornalismo foi derrubada pelo STF em 2009 (RE 511.961). Na prática, o recrutador olha a formação como complemento e dá mais peso às peças escritas. Se você tem graduação em letras, publicidade ou jornalismo, cite-a; se não tem, o portfólio supre a lacuna.

Como mostrar o portfólio no currículo de redator?

Coloque o link do portfólio no cabeçalho, logo abaixo do contato, com um endereço curto e fácil de digitar. Organize as peças por tipo de texto, como e-mail, anúncio ou página de venda, com três a cinco exemplos em cada grupo. Cada peça precisa de uma linha de contexto: para quem foi escrita, qual era o objetivo e o que aconteceu depois.

Freela conta como experiência no currículo de redator?

Conta, desde que seja descrito como projeto com período, tipo de entrega e resultado quando houver. Escreva o nome do cliente se ele puder ser divulgado. Se houver sigilo, descreva o setor, como cliente do setor de saúde, e não invente o nome. Freelas sem período viram só uma lista de promessas, e o recrutador não sabe o que você entregou.

Currículo simples de redatora e social media em branco e preto funciona?

Funciona, e costuma ser a melhor escolha. Um layout simples, em preto e branco, com texto selecionável e uma coluna, é lido com mais clareza pelos sistemas de triagem e pelo recrutador. O que faz o currículo se destacar é o conteúdo: as peças, os tipos de texto e as ferramentas, e não a cor ou o ícone.

Redator precisa colocar métricas no currículo?

Quando existem, sim: uma taxa de abertura, um aumento de visitas em página ou uma conversão medida são provas fortes. Quando não existem, descreva o escopo do trabalho, como o número de e-mails por mês ou o tipo de campanha, e não invente resultados. Métrica inventada costuma ser o primeiro ponto checado na entrevista.

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