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Currículo PcD: Onde Colocar CID e Laudo em 2026

·9 min de leitura

CID e laudo médico não vão no corpo do currículo PcD. Eles pertencem aos campos estruturados da plataforma de candidatura, como a autodeclaração da Gupy e da Vagas.com, e ao processo de admissão conduzido pelo RH. Colocar essas informações no texto do currículo não ajuda na triagem automática e ainda ocupa espaço que poderia mostrar experiência e habilidades.

Neste artigo você vai entender o que muda de fato em um currículo PcD. Você vai ver onde CID e laudo médico devem ser informados, como funciona a autodeclaração nas principais plataformas brasileiras e o que uma vaga afirmativa real pede na prática. A AjustaCV analisa currículos contra os mesmos parsers de ATS usados por empresas brasileiras, como Gupy e Gaia. Esses parsers mostram exatamente quais campos do documento entram na avaliação de aderência à vaga.

O que é currículo PcD e por que ele gera tanta dúvida?

Currículo PcD é simplesmente o currículo de um candidato com deficiência. Ele segue a mesma estrutura de qualquer currículo profissional. A dúvida surge porque muitos candidatos acham que precisam descrever a deficiência, o CID ou o laudo médico dentro do texto, com medo de serem descartados por omissão.

ATS: sistema que recebe, organiza e filtra currículos automaticamente antes de um recrutador humano vê-los.

Esse medo tem uma base real. O mercado formal ainda inclui pouca gente com deficiência. Em 2024, o Brasil tinha 545,9 mil pessoas com deficiência em empregos formais segundo o eSocial, o equivalente a apenas 1% dos vínculos formais no país, segundo a Gupy.

Essa estatística alimenta a ansiedade de comprovar a condição logo no currículo. Mas o processo seletivo não funciona assim. Homens representam 60% das pessoas com deficiência contratadas formalmente no Brasil, e a deficiência física responde por 58% das contratações, segundo a mesma análise da Gupy. Candidatos com outros tipos de deficiência, ou mulheres PcD, sentem mais pressão para justificar a condição no currículo, mesmo sem necessidade real.

A confusão diminui bastante quando o candidato separa mentalmente três momentos do processo seletivo: a candidatura, a entrevista e a admissão. Cada um pede um tipo de informação diferente sobre a deficiência, e o currículo em si só participa do primeiro deles.

Preciso colocar CID no currículo?

Não. O CID não deve constar no corpo do currículo PcD porque nenhum parser de ATS usa esse dado durante a triagem. O CID é uma informação médica formal, e o lugar dela é um campo específico da plataforma de candidatura, quando ela existir, nunca o texto do currículo.

CID: Código Internacional de Doenças, classificação médica usada em laudos e no eSocial, que não é um campo do currículo.

Segundo a Gupy, na ordenação de currículos apenas os campos de Experiência e Habilidades entram no ranking; dados pessoais e de diversidade não influenciam essa colocação. CID e laudo médico não entram na triagem automática do currículo, então escrevê-los no texto não muda o resultado do parser.

Escrever o diagnóstico no corpo do documento traz um custo que não tem relação com o parser. Isso coloca informação sensível de saúde nas mãos de um recrutador humano antes de qualquer entrevista, embora a autodeclaração estruturada já cumpra esse papel de forma mais protegida. Manter o CID fora do texto corrido evita essa exposição desnecessária sem prejudicar a candidatura.

E o laudo médico, quando ele realmente é pedido?

O laudo médico costuma aparecer em dois momentos distintos do processo seletivo, e nenhum dos dois é o corpo do currículo. O primeiro é opcional, dentro do perfil de algumas plataformas; o segundo é obrigatório, já na admissão, quando o RH precisa do documento para o eSocial.

A Vagas.com permite anexar o laudo médico diretamente no perfil da plataforma, nas configurações de conta, separado do texto do currículo. O laudo médico vai para o RH na admissão, não para o currículo. É assim que os dois momentos, candidatura e contratação, devem ser tratados por quem está se candidatando.

Cada plataforma organiza esse anexo à sua maneira. Mas o princípio é o mesmo: o laudo fica em um campo de configuração de conta, nunca no texto corrido que o parser lê como Experiência ou Habilidades. Anexar o laudo também não substitui, e não compensa, um currículo mal otimizado para os requisitos da vaga.

Se a vaga não pedir o laudo explicitamente na candidatura, não há necessidade de correr atrás dele antes de se inscrever. O documento pode ser providenciado depois, já no fluxo de admissão, sem prejuízo para o andamento do processo seletivo.

Como funciona a autodeclaração PcD na Gupy e em outras plataformas?

Autodeclaração PcD funciona como um campo estruturado, separado do texto do currículo, onde o candidato marca a própria condição sem precisar escrever nada no documento. Esse campo existe justamente para tirar do corpo do currículo uma informação que pertence ao processo, não ao texto.

Autodeclaração PcD: campo estruturado em plataformas como Gupy e Vagas.com onde o candidato marca que é pessoa com deficiência, sem precisar descrever o diagnóstico no corpo do currículo.

Na Vagas.com, o candidato PcD pode, nesse campo de dados pessoais do perfil, informar:

  • o número do CID (Código Internacional de Doenças);
  • se possui laudo médico ou do INSS, e qual o grau de deficiência;
  • o tipo de deficiência (auditiva, fala, física, intelectual/mental ou visual);
  • necessidades especiais, como tipos de aparelhos que utiliza e infraestrutura necessária, no campo de observações.

Tudo isso fica fora do texto corrido do currículo, dentro de campos próprios que o parser trata de forma separada da experiência e das habilidades. Preencher esse campo corretamente importa para a empresa comprovar o cumprimento da cota e organizar políticas internas de acessibilidade, mas não muda a posição do candidato na fila de triagem.

O nome do campo muda de plataforma para plataforma, mas a lógica é sempre a mesma. A autodeclaração fica isolada em uma etapa própria do formulário, separada da área onde o candidato descreve experiências e habilidades. Reconhecer esse padrão ajuda a não perder tempo tentando encaixar a informação em outro lugar do documento.

Vale entender também o que uma vaga afirmativa real costuma pedir na prática. Exemplos publicados por empresas brasileiras mostram um formulário bem mais enxuto do que a maioria dos candidatos espera.

O que uma vaga afirmativa real pede (e o que ela não pede)?

Uma vaga afirmativa real costuma pedir bem menos documentação do que o candidato imagina no momento da candidatura. O banco de talentos para Pessoas com Deficiência (PcD) do Grupo Equatorial Energia, publicado na Gupy, não pede CID nem laudo médico no formulário de inscrição.

O texto da vaga afirma que todas as pessoas com deficiência podem se inscrever. Após a inscrição, o perfil é acompanhado conforme aderência às necessidades, sem exigir documentação médica prévia como pré-requisito. Currículo PcD para esse tipo de vaga não precisa de nenhuma prova documental logo na candidatura.

Pedir laudo médico já na inscrição tornaria o formulário mais lento para o candidato e mais custoso para a empresa analisar em massa. Isso não traria ganho real de triagem, já que o documento não entra no cálculo de aderência à vaga.

Lei de Cotas (Lei 8.213/91, Art. 93): lei que obriga empresas com mais de 100 funcionários a reservar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência habilitadas ou reabilitadas, conforme o porte da empresa.

Essa obrigação legal é o motivo pelo qual empresas grandes mantêm bancos de talentos PcD abertos o ano todo. Essa base legal ainda é reforçada por outras normas. O portal PCD Online cita a Lei 7.853/89, a própria Lei 8.213/91 e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) como base das regras de contratação de PcD no Brasil.

Vagas como a do banco de talentos da Equatorial Energia existem para ajudar a empresa a cumprir essa cota. Por isso, costumam ficar abertas continuamente, em vez de fechar após um único processo seletivo. Isso explica por que o formulário de candidatura é mais simples do que muitos candidatos esperam.

Quais campos do meu perfil realmente pesam na triagem?

Só dois campos pesam na ordenação automática do currículo em plataformas como a Gupy: Experiência e Habilidades. Todo o resto, incluindo dados pessoais e de diversidade, existe para outros fins, como cumprir a cota legal ou organizar o processo. Mas nada disso entra no cálculo de aderência à vaga.

Isso vale também para a estrutura do documento em si. A Vagas.com confirma que o currículo de candidatos PcD deve manter a mesma estrutura padrão de qualquer currículo: dados pessoais, objetivo, experiências, formação e idiomas. A diferenciação fica concentrada nos campos específicos da plataforma, não no corpo do documento.

Isso não torna a autodeclaração inútil, apenas mostra que ela serve a outro propósito. Ela ajuda a empresa a comprovar o cumprimento da Lei de Cotas e a organizar políticas internas de acessibilidade. Mas ela não decide quem avança primeiro no processo seletivo.

Pensar nisso como um placar ajuda a visualizar o mecanismo. Cada palavra-chave da vaga presente no currículo soma pontos. Informações de saúde ou de diversidade não entram nesse placar, por mais completas que estejam preenchidas na plataforma.

Como estruturar o currículo PcD sem perder espaço com informação desnecessária?

A forma mais simples de organizar isso é aplicar a Regra dos 3 Momentos do PcD. Essa regra separa o que informar sobre a deficiência em três etapas do processo seletivo.

Na candidatura, apenas a autodeclaração estruturada da própria plataforma, nunca CID ou laudo no corpo do currículo. Na entrevista, apenas as adaptações e a acessibilidade necessárias para o dia a dia da vaga, se o candidato quiser mencionar. Na admissão, o laudo médico e o CID vão para o RH e o eSocial, documentos que o parser de ATS nunca lê.

A Vagas.com reforça que essa estrutura padrão também vale para currículos PcD. O mesmo cuidado de formatação que ajuda qualquer currículo a passar por um parser de ATS se aplica aqui. Para ver um exemplo pronto, veja o modelo de currículo para ATS. Para entender como o parser lê cada seção do documento, veja a anatomia do parser de ATS.

Aplicando a regra na prática, o currículo PcD fica organizado assim:

  1. Dados pessoais: nome, contato, cidade e, se a plataforma pedir, o campo próprio de autodeclaração PcD, marcado separadamente do texto.
  2. Objetivo: cargo pretendido, escrito com as mesmas palavras-chave da vaga.
  3. Experiências: bullets com resultados e palavras-chave hard da descrição da vaga, o campo que mais pesa na triagem.
  4. Formação e idiomas: exatamente como em qualquer outro currículo.

Antes de enviar a candidatura, um checklist rápido evita os erros mais comuns de quem está escrevendo um currículo PcD pela primeira vez:

  • Não escrever CID nem laudo médico no corpo do currículo, mesmo em vagas afirmativas.
  • Preencher a autodeclaração PcD apenas no campo próprio da plataforma, quando ele existir.
  • Guardar o laudo médico em um arquivo separado, pronto para anexar se a plataforma pedir ou para levar no dia da admissão.
  • Usar o espaço do currículo para palavras-chave da vaga, dentro das seções de Experiência e Habilidades.

Na prática, isso significa trocar frases genéricas sobre a própria condição por bullets de resultado e responsabilidade. Esses bullets usam os verbos e os números da experiência real, não da vida pessoal. É esse tipo de frase, específica e mensurável, que o parser reconhece como Experiência de peso alto, como explica o guia de score de aderência à vaga.

Currículo PcD segue a mesma estrutura de qualquer currículo profissional, e é essa estrutura, não a descrição da deficiência, que decide se o parser entende o documento.

Por que minha candidatura PcD não avança mesmo cumprindo os requisitos?

Na maioria dos casos, o motivo não tem relação com a condição de PcD. O problema é o mesmo que barra qualquer currículo: faltam palavras-chave da vaga nas seções de Experiência e Habilidades. Como só esses dois campos entram no ranking, um currículo genérico perde posição mesmo quando o candidato cumpre todos os requisitos formais da vaga.

A demanda por candidatos PcD é real e recorrente. Em 2026, a Catho divulgou o Mutirão de Empregos PcD da Catho 2026 como ação de recrutamento voltada a esse público. Antes de mexer em CID ou laudo, vale usar a análise gratuita de ATS do AjustaCV em /ats para ver quais palavras-chave da vaga estão faltando no currículo.

O mesmo checklist vale para qualquer candidato PcD travado em um processo seletivo. Revise se o cargo, a senioridade e as palavras-chave hard da vaga aparecem no currículo antes de suspeitar de outro motivo ligado à deficiência.

Vale lembrar que a obrigação de reservar vagas pela cota da Lei 8.213/91 recai sobre a empresa, não sobre o candidato. Cumprir os requisitos da vaga e manter um currículo bem otimizado continua sendo o fator que o próprio candidato PcD realmente controla dentro do processo seletivo.

Um currículo com CID e laudo bem descritos, mas com poucas palavras-chave da vaga, tende a ficar no fim da fila. A ordenação automática despreza justamente as informações que o candidato mais se preocupou em detalhar.

O que fazer agora com o seu currículo PcD?

CID e laudo médico continuam fora do corpo do currículo PcD. Eles vão na autodeclaração da plataforma, na entrevista se o candidato quiser falar de acessibilidade, e no RH durante a admissão. O que decide a triagem automática são as seções de Experiência e Habilidades, preenchidas com as palavras-chave certas para a vaga.

Comece pela análise gratuita do AjustaCV em /ats para ver exatamente como o parser está lendo o seu currículo. Se o score vier baixo, otimize por R$ 7,80 via PIX em /checkout. Para aprofundar, leia como a Gupy avalia seu currículo e o que não colocar no currículo.


Perguntas frequentes

O que é currículo PcD e ele precisa ser diferente do currículo comum?

Currículo PcD é o currículo de um candidato com deficiência e ele segue a mesma estrutura de qualquer currículo profissional: dados pessoais, objetivo, experiências, formação e idiomas. A diferenciação sobre a deficiência fica concentrada nos campos específicos da plataforma de candidatura, como a autodeclaração da Gupy ou da Vagas.com, não no corpo do documento.

Devo colocar o CID da minha deficiência no currículo?

Não. O CID é uma classificação médica usada em laudos e no eSocial, e nenhum parser de ATS lê ou pontua esse dado dentro do texto do currículo. O lugar certo para informar o CID, quando a plataforma pedir, é o campo de dados pessoais do perfil, como acontece na Vagas.com.

Quando devo apresentar o laudo médico no processo seletivo?

O laudo médico costuma ser pedido em dois momentos: de forma opcional no perfil de algumas plataformas, como anexo nas configurações de conta da Vagas.com, e de forma obrigatória na admissão, quando o RH precisa do documento para o eSocial. Ele não precisa e não deve ser descrito no corpo do currículo.

Como funciona a autodeclaração PcD na Gupy e em outras plataformas?

Autodeclaração PcD é um campo estruturado, separado do texto do currículo, onde o candidato marca que é pessoa com deficiência e, em plataformas como a Vagas.com, pode detalhar tipo de deficiência, CID, laudo e grau. Segundo a Gupy, esse tipo de dado pessoal não entra no ranking de aderência à vaga, que considera apenas Experiência e Habilidades.

Posso me candidatar a vagas afirmativas sem laudo médico atualizado?

Em muitos casos sim, pois a candidatura em si costuma pedir apenas a autodeclaração. Um exemplo real é o banco de talentos PcD do Grupo Equatorial Energia, publicado na Gupy, que afirma que todas as pessoas com deficiência podem se inscrever e não exige laudo médico como pré-requisito de candidatura. O laudo tende a ser solicitado depois, já na fase de contratação.

Por que minha candidatura PcD não avança mesmo cumprindo os requisitos?

A causa mais comum não é a condição de PcD em si, e sim o mesmo motivo que barra qualquer currículo: falta de palavras-chave da vaga nas seções de Experiência e Habilidades, que segundo a Gupy são os únicos campos considerados na ordenação. Antes de mexer em CID ou laudo, vale rodar o currículo na análise gratuita do AjustaCV em /ats para ver o que o parser está de fato lendo.

Quais informações sobre a deficiência devo colocar no currículo?

No corpo do currículo, nenhuma. As informações sobre tipo de deficiência, CID, laudo médico ou do INSS e grau de deficiência vão nos campos próprios da plataforma de candidatura, como orienta a Vagas.com, e necessidades especiais de acessibilidade, como equipamentos ou infraestrutura, entram no campo de observações do perfil, não no texto do currículo.

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