Copywriting é escrever um texto para levar a pessoa a fazer algo: clicar, responder ou comprar. Quem usa essa habilidade fora da redação, na social media, nas vendas ou no e-commerce, quase nunca a escreve no currículo, porque o cargo se chama analista, vendedor ou atendente. Este guia mostra onde o copywriting aparece nessas funções, como descrever um teste de anúncio ou uma página de venda com a linha certa e onde guardar a prova quando ela não cabe no currículo.
Em quais funções o copywriting aparece sem o título de redator?
Em social media, vendas, e-commerce e atendimento, escrever para converter faz parte do trabalho, mesmo quando ninguém chama isso de copy. O texto que faz a pessoa clicar ou responder costuma ficar com quem está mais perto do cliente.
- Social media. Legenda com gancho na primeira linha, chamada para ação no fim e roteiro de vídeo curto com a frase que segura o espectador nos primeiros segundos. Se você escreveu a peça que mais teve resposta, ela é a sua prova, e o currículo de social media mostra como encaixá-la na linha de experiência.
- Vendas. Roteiro de primeiro contato, e-mail de acompanhamento e proposta comercial. Cada texto tem uma pergunta a responder e uma próxima ação, e isso é copywriting, mesmo que a empresa o chame de script.
- E-commerce. Título e descrição de produto, textos da vitrine e a mensagem de reativação para o cliente que sumiu. Quem escreve esses textos e acompanha o que a pessoa comprou depois tem um caso de conversão para contar.
- Atendimento. Mensagens prontas para o WhatsApp que levam o cliente a concluir um pedido ou a agendar uma visita, e não apenas a tirar uma dúvida. Quem faz isso bem está fazendo copy de venda dentro do atendimento, como mostra o currículo de atendente de SAC.
Como escrever a linha de copy sem depender da palavra copywriting?
A linha precisa dizer o que você escreveu, para qual canal e o que o texto deveria fazer. A palavra copywriting só precisa aparecer se a vaga a pede, e, nesse caso, a lista de termos do redator em palavras-chave para redator ajuda a conferir os outros termos da mesma área.
Antes: Copywriting e escrita persuasiva para redes sociais e vendas.
Depois: Escrevi as legendas e as chamadas de compra dos anúncios de uma loja de utensílios de cozinha (cliente inventado), testando duas ofertas por semana. A versão com o prazo de entrega na primeira linha teve 38% mais cliques que a versão com o desconto (número inventado, para o exemplo).
A segunda linha diz o canal, a tarefa e o efeito medido. A primeira só repete um termo que outros candidatos também escreveram, e não informa nada sobre o trabalho.
Teste A/B: descreva o que você comparou e o que decidiu depois
Teste A/B é a comparação de duas versões de um mesmo texto, em que só uma coisa muda, para ver qual produz mais ação. Para quem não é redator, esse é o argumento mais forte, desde que o teste seja descrito com honestidade. Três itens sustentam a linha.
- O que mudou. Uma variável por teste: o título, a primeira frase, a oferta ou a chamada. Se você mudou tudo ao mesmo tempo, o resultado não diz qual parte funcionou, e a linha não deve afirmar que sabe.
- Período e alcance. Diga por quanto tempo o teste rodou e quantas pessoas viram o texto. Um teste com poucos cliques é só o começo de uma conclusão, e a linha deve dizer que foi um teste curto.
- O que você fez com o resultado.Esta parte costuma faltar. A frase “a versão com mais cliques virou o modelo das campanhas seguintes” mostra que o teste mudou o trabalho, e não ficou só num relatório.
Evite chamar a versão de vencedora se o teste não teve volume para isso. Diga qual versão teve mais cliques e deixe a interpretação para a entrevista, onde você pode explicá-la com calma.
Taxa de clique mede o anúncio, conversão mede a página: não troque os nomes
Taxa de clique é o número de cliques dividido pelo número de vezes que o anúncio apareceu. Taxa de conversão é o número de pessoas que compraram ou preencheram o formulário dividido pelo número de visitas à página. São medidas de etapas diferentes, e misturá-las faz o recrutador achar que você não entende o funil.
Se você escreveu o anúncio, a taxa de clique diz se a chamada funcionou. Se escreveu a página, a conversão diz se o texto convenceu quem chegou. Use a medida que pertence ao seu texto, e não as duas ao mesmo tempo, como faz o currículo de gestor de tráfego ao separar investimento de resposta.
Antes: Aumentei a conversão das campanhas com copy persuasiva.
Depois: Reescrevi a página de inscrição de um curso livre (curso inventado) com três blocos de benefício e uma garantia de troca. A taxa de inscrição das visitas passou de 2,1% para 2,9% no mês seguinte (números inventados, para o exemplo).
Na segunda versão, a medida é clara, a mudança é clara e o período aparece. Se o seu número não tem esses três elementos, escreva o que mudou e não a porcentagem.
Onde guardar a prova quando ela não cabe no currículo
Um currículo de uma página não comporta três testes com print, então a prova precisa de um lugar próprio. Para quem não é redator, esse lugar costuma ser uma pasta com três tipos de arquivo, e o currículo aponta para ela em uma linha.
- O print da peça. A legenda, o anúncio ou a página como foram publicados, com nomes de clientes e valores cobertos. Antes de publicar, confirme com a empresa se o material pode aparecer fora dela.
- A planilha do teste. Duas colunas com as versões e as métricas, sem dados pessoais de ninguém. Ela prova o método, e é o que o recrutador costuma pedir numa segunda conversa.
- O texto explicativo. Um parágrafo curto por peça, com o objetivo, o canal e o que aconteceu. Use sempre a mesma ordem, para que o recrutador leia todas as peças do mesmo jeito.
Coloque o link na linha da experiência ou no cabeçalho, e não numa seção separada do currículo. Se escrever for a função principal, a organização do portfólio está no texto sobre o currículo de redator e copywriter. Aqui a regra é mais simples: uma prova por função, no lugar em que o trabalho aconteceu.
O que escrever quando você ainda não tem nenhum teste
Não invente um teste. Se nunca comparou duas versões, a linha honesta é escrevi, e não otimizei. Ela ainda é útil, porque mostra o canal e o tipo de texto que você domina.
Quem está começando pode criar a prova. Escolha um produto que você conhece, reescreva a descrição em duas versões e mostre a comparação, marcando o exercício como exercício, com o nome do produto e a data em que foi feito. O recrutador entende a diferença, e uma prova honesta vale mais do que um número que ele desconfia.
Se a vaga pede uma ferramenta de anúncio ou de e-mail que você não usa, não a coloque. Cursos entram com a instituição e a carga horária, e só depois de concluídos. Escreva apenas o que você fez, mesmo que a lista fique menor.
Antes de enviar, confira se cada texto tem canal, tarefa e resultado
A ideia que resume o guia é esta: copywriting no currículo é um texto com canal, tarefa e efeito medido, e não uma palavra no resumo. Se a linha não tem um desses três, o recrutador lê como intenção. Quem escreve anúncio, página ou roteiro sem dizer o que o texto fez não consegue provar que sabe fazer isso, mesmo quando sabe.
Antes de enviar, releia cada linha de copy e pergunte: qual canal, o que o texto deveria fazer e o que aconteceu depois. Em seguida, cole o anúncio da vaga na análise gratuita do AjustaCV, sem cadastro. Ela compara o seu currículo com o texto da vaga e mostra quais dos termos dela o seu currículo já tem e quais ainda faltam.
Perguntas frequentes
Copywriting precisa de curso no currículo?
Não existe certificado obrigatório para escrever textos persuasivos. Se você fez um curso, coloque o nome da instituição e a carga horária, e só depois de concluí-lo. Mais útil do que a matrícula é a situação de trabalho em que você usou o que aprendeu: um anúncio, uma página ou um roteiro com resultado medido. Se a vaga pede o termo, a prova vem da entrega, e não do certificado.
Copywriting é a mesma coisa que marketing de conteúdo?
Não. Marketing de conteúdo é o planejamento de publicações que atraem um público ao longo do tempo. Copywriting é a escrita de cada texto que tem uma ação esperada, como clicar, responder ou comprar. Uma mesma pessoa pode fazer as duas coisas, mas a linha no currículo deve separar a tarefa de planejar da tarefa de escrever a chamada que converte.
Como mostrar copywriting se eu trabalho em vendas?
Mostre o texto que você usou com clientes e o que ele fez: a mensagem de primeiro contato, o e-mail de acompanhamento ou a proposta. Se você tem o número, escreva o que mudou na taxa de resposta ou no volume de propostas fechadas. Se a equipe já tinha um modelo padrão, diga que você criou ou adaptou a versão que passou a ser usada.
Posso colocar o resultado de um anúncio que outra pessoa rodou?
Só se você escreveu a peça e a campanha usou o seu texto. Se a equipe de tráfego montou a campanha e você apenas revisou a legenda, descreva a sua parte, e não o resultado total. Autoria inflada é uma das primeiras coisas checadas numa entrevista, porque o recrutador pede que você explique o teste com as suas palavras.
Currículo de copywriter precisa de link para portfólio?
Quando escrever é a função principal, sim, e o link deve estar à vista. Quando o texto é uma parte do cargo, como no atendimento ou nas redes sociais, uma pasta com três provas é suficiente. Nesse caso, o currículo aponta para a pasta numa linha, e não precisa de uma seção de portfólio inteira.
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