Headhunters costumam encontrar candidatos com buscas por cargo, área, empresas anteriores, ferramentas e cidade. Você aparece quando o seu perfil e o seu currículo dizem, com clareza, o que você faz, em qual área, com quais ferramentas e com quais resultados. Não existe truque para aparecer para todo mundo. O que dá para fazer é deixar o seu material fácil de achar e fácil de entender em poucos segundos de leitura.

Como um headhunter costuma procurar candidatos?

Um headhunter normalmente começa com a descrição da vaga do cliente. Dali tira as palavras que importam: o cargo, a área, o tamanho da equipe, as ferramentas e as experiências anteriores que a empresa pede. Depois busca essas palavras no LinkedIn e em outros lugares onde há perfis de profissionais. Também costuma perguntar a colegas e conhecidos quem está fazendo aquele trabalho hoje.

Nas fontes que consultamos, não há uma explicação pública de como cada ferramenta ordena os resultados de busca. Por isso, não existe uma fórmula garantida. O que você controla é o conteúdo: quais palavras aparecem, como o título se apresenta e se o que você fez está escrito com detalhes suficientes para ser reconhecido.

Seu título diz o que você faz?

O título do perfil é o primeiro lugar em que uma busca bate. Títulos como “Em busca de novas oportunidades” ou “Apaixonado por pessoas” não dizem a um headhunter em que área você atua, então ele passa para o próximo perfil. Um título útil junta o cargo, a área e um diferencial, por exemplo: cargo, setor e uma ferramenta que você domina.

Vale testar a regra com um exercício simples. Imagine que você é o headhunter e escreva o nome do cargo que a sua próxima vaga teria. Se o título do seu perfil não contém esse nome, ou um sinônimo muito próximo dele, a chance de você ser encontrado cai, mesmo que o seu histórico seja ótimo para aquela função.

Quais palavras colocar no perfil e no currículo?

As palavras-chave saem da vaga, não da sua imaginação. Leia três ou quatro anúncios do cargo que você quer e anote os termos que se repetem: nomes de ferramentas, metodologias, tipos de cliente, volume de operação, certificações. Depois use essas mesmas palavras no perfil e no currículo, sempre que forem verdadeiras para a sua experiência. Use a versão mais comum do termo e, se existir uma sigla, escreva a sigla e o nome completo na primeira vez.

Uma forma de testar isso é colar a descrição de uma vaga que você quer no analisador gratuito em o analisador de currículo. Ele mostra quais palavras-chave daquela vaga já aparecem no seu texto e quais estão de fora. Se um termo faltar, pergunte-se se você já fez aquilo. Se fez, escreva. Se não fez, não force a palavra, porque o recrutador vai cobrá-la na entrevista.

Como mostrar resultados que um recrutador entende em poucos segundos?

Recrutadores leem rápido. Por isso, cada função precisa mostrar o escopo do trabalho e o que mudou por causa dele. Frases como “respondia pelo atendimento” dizem pouco. Frases como “organizava a fila de chamados de uma equipe de seis pessoas e reduziu o tempo de primeira resposta” dizem o escopo e o efeito. Se você não tem o número exato, descreva a ordem de grandeza com honestidade, por exemplo “mensal, para uma carteira de dezenas de clientes”.

Essa mesma lógica vale para o perfil do LinkedIn, mas com menos espaço. Escolha duas ou três realizações que sustentam o seu título e coloque-as no topo da seção de experiência, em vez de listar todas as tarefas do dia a dia.

Quem olhou o seu perfil? Como saber?

Muita gente acredita que vai descobrir o headhunter que passou pelo perfil e entrar em contato por aí. Não é bem assim. Segundo o LinkedIn, uma conta gratuita vê os três visualizadores mais recentes dos últimos 90 dias, desde que a visibilidade do perfil mostre nome e título. Já o Premium mostra a lista completa por até 365 dias, com filtros e um gráfico semanal de tendência.

Há também um limite importante. Quem navega em modo privado não tem o nome compartilhado com o dono do perfil, e mesmo com Premium não é possível ver o nome de quem visitou anonimamente. Portanto, se um visitante não aparece, ele pode simplesmente ter escolhido não se identificar. Não tire conclusões de cada visita, e use a informação só para ajustar o perfil.

Vale sinalizar que você está disponível?

Sinalizar disponibilidade é uma decisão sua, e depende da sua situação de trabalho e do sigilo que você precisa manter. Se você está empregado e não quer que o seu empregador perceba, pense bem antes de usar qualquer sinal público. Se você pode sinalizar, faça isso com um título que continue falando da sua área, e não apenas do fato de que você está procurando.

Para revisar o perfil inteiro, de foto a seção de sobre, o post sobre como otimizar o perfil do LinkedIn para recrutadores brasileiros tem um roteiro de ajustes. Se o seu problema é com a presença na rede, veja também o post sobre networking e marca pessoal para ser encontrado por recrutadores. E se o que você precisa é de uma análise focada apenas no perfil, o AjustaLinkedIn trabalha esse ponto específico.

O que o currículo anexado tem a ver com isso?

Quando você se candidata por um anúncio no LinkedIn, o currículo anexado pode ser baixado pelo anunciante. Segundo a ajuda do LinkedIn, esse download costuma acontecer quando a pessoa quer analisar o arquivo ou compartilhá-lo com alguém da empresa. Por isso, o arquivo também precisa estar em ordem: nome claro, texto selecionável, o mesmo cargo e as mesmas datas que o perfil.

Um detalhe que muita gente esquece: o perfil e o currículo não precisam ser idênticos, mas não podem se contradizer. Se o perfil diz uma função e o currículo diz outra, o recrutador desconfia de ambos, mesmo que a diferença seja pequena.

Quais erros tiram você da lista?

Alguns erros aparecem com frequência e são fáceis de corrigir:

  • título genérico, sem cargo nem área;
  • foto e nome em desacordo com o que aparece no currículo;
  • seção de sobre com frases de efeito e nenhuma atividade concreta;
  • experiências sem período, sem empresa ou com cargos diferentes da vaga que você quer;
  • perfil sem palavras-chave da sua área, mesmo com experiência sólida;
  • currículo anexado em formato de imagem, em que o texto não é lido por ferramentas.

Se você está começando a organizar a sua busca, vale ler também como responder quando um headhunter entra em contato. Ser encontrado é só o começo, e a conversa seguinte costuma decidir o resto.


Perguntas frequentes

Como um headhunter encontra candidatos?

Na prática, ele faz buscas por cargo, área, empresas em que você trabalhou, ferramentas e cidade, tanto no LinkedIn quanto em outros bancos de perfis. Ele também pede indicações na própria rede. Não encontramos uma descrição pública de como cada ferramenta ordena esses resultados, então o que você controla de fato é a clareza do seu perfil e do seu currículo.

Ter o sinal de disponibilidade atrapalha a busca de headhunter?

Não sabemos como cada ferramenta trata esse sinal, e as fontes que consultamos não explicam o efeito dele na busca. O que costuma pesar mais é o título e o conteúdo do perfil. Se você decidir sinalizar disponibilidade, faça isso sem apagar o que o seu perfil já diz sobre o seu trabalho atual.

Preciso pagar um plano para ser encontrado por headhunters?

Nas fontes que consultamos, não há nenhuma regra que diga que um plano pago aumenta a chance de você ser encontrado. A versão paga do LinkedIn amplia a lista de quem visitou o seu perfil, o que ajuda a entender interesse, mas não muda o que você escreve. Antes de pagar por visibilidade, melhore o título, as palavras-chave e as provas de resultado, que são gratuitos.

Colocar a cidade no perfil faz diferença?

Se a vaga que você busca exige presença em uma cidade ou região, colocar essa localização ajuda a busca a encontrar você. Não sabemos o peso exato que cada plataforma dá a esse campo, mas ele é uma informação que o recrutador costuma filtrar logo no começo. Se você aceita trabalhar em mais de um lugar, diga isso no perfil.

Como saber se o headhunter que me procurou é de verdade?

Veja o perfil dele, confirme o nome da empresa cliente e peça a descrição da vaga por escrito. Não pague nada e não envie documentos antes de confirmar a empresa. O post sobre headhunter que cobra do candidato traz a lista de sinais de alerta e como consultar o CNPJ da empresa.

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