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Currículo Offshore: CBSP, T-HUET e NR-37 no ATS 2026

·9 min de leitura

Um currículo offshore passa pelo ATS quando cada certificação (CBSP, T-HUET, NR-37, NR-34, NR-33, NR-35) aparece com nome oficial, sigla exata e data de validade. O parser busca a string usada nas vagas reais e não interpreta sinônimos. Currículos que escrevem apenas “curso de segurança básica” ou omitem a validade costumam ser descartados mesmo com o certificado em dia.

Este guia mostra quais certificações citar, como escrever CBSP e T-HUET do jeito que o parser reconhece, e como aplicar a Regra dos 5 Campos da Certificação Offshore. A AjustaCV analisa currículos direto contra os parsers de ATS usados por prestadoras de serviço de petróleo e gás. São os mesmos sistemas que recebem candidaturas via Gupy e portais como vagas.com.br.

Por que o currículo offshore é reprovado mesmo com experiência real na plataforma?

O currículo offshore costuma ser reprovado porque o ATS busca a sigla exata de cada certificação e não reconhece descrições genéricas como “curso de segurança básica”.

ATS: sistema que empresas e prestadoras de serviço usam para filtrar currículos automaticamente por palavras-chave e certificações antes de um recrutador humano ler.

A vaga de Supervisor (Rigger) publicada pela JG Engenharia em Macaé exige, no próprio texto do anúncio, que o certificado “tenha que constar NR-37”, citando a norma pelo número. Isso mostra que o recrutador e o parser leem a norma pela string exata, não pelo conceito de segurança em geral.

O problema raramente é falta de experiência real na plataforma. O candidato tem o certificado, tem os anos de embarque, mas escreve a seção de qualificações em texto corrido, sem separar cada curso por linha. Para entender em detalhe como o parser lê cada seção do currículo antes de calcular pontuação, veja o guia de anatomia do parser de ATS.

Um formato de currículo em coluna única, com a seção de certificações em lista separada por linha, ajuda o parser a extrair cada sigla corretamente. Currículos em duas colunas ou com tabelas de certificações costumam confundir o software de leitura, mesmo quando o conteúdo está certo.

Recrutadores de prestadoras recebem centenas de currículos por vaga e usam o próprio ATS para pré-filtrar antes de abrir cada arquivo manualmente. Um currículo tecnicamente qualificado, mas mal formatado na seção de certificações, perde a corrida antes mesmo de chegar à triagem humana.

Quais certificações colocar no currículo para vaga offshore (CBSP, HUET, NR-37, NR-34, NR-33, NR-35)?

As certificações mais pedidas cabem em três grupos: segurança básica, normas regulamentadoras citadas por número e cursos complementares por cargo.

Segurança básica e evacuação: presentes em quase toda vaga offshore, do cozinheiro ao engenheiro.

  • CBSP
  • T-HUET

Normas regulamentadoras citadas pelo número: aparecem no anúncio exatamente como o órgão as nomeia.

  • NR-37
  • NR-34 (Curso Básico de segurança em operações de Movimentação de Carga, NR34/NR37 20h)
  • NR-33 (Espaço Confinado, 16h)
  • NR-35 (Trabalho em Altura, 16h)
  • NR-10 (para cargos de elétrica)
  • NR-11 (para operação de guindaste)

Cursos complementares por cargo: exigidos conforme a função específica na plataforma.

  • MCIA (Bombav)
  • CESS
  • CERR
  • CACI

Segundo anúncio da JG Engenharia para Auxiliar de Movimentação de Cargas em Macaé, a vaga exige CBSP, MCIA, CESS, CERR e CACI. O mesmo anúncio soma os cursos de NR34/NR37 20h, NR-33 16h e NR-35 16h no currículo do candidato.

Buscas no LinkedIn Jobs pelo termo “CBSP offshore” no Brasil retornam mais de 700 vagas abertas. Os cargos incluem Mestre de Cabotagem, Oficial de Quarto de Náutica, Marinheiro de Convés, Operador de ROV e Plataformista, além dos títulos técnicos mais óbvios. Organizar a seção de certificações do currículo nesses três grupos, em vez de um parágrafo único, facilita tanto a leitura do parser quanto a do recrutador.

Geradores de currículo genéricos, focados em modelos visuais para qualquer setor, raramente incluem CBSP, T-HUET ou NR-37 como opções prontas de preenchimento. Isso reforça a necessidade de digitar essas certificações manualmente, seguindo a Regra dos 5 Campos, em vez de confiar em um modelo padrão.

O que é CBSP e quem exige esse curso?

CBSP: Curso Básico de Segurança de Plataforma, treinamento obrigatório regulado pela Marinha do Brasil (Diretoria de Portos e Costas) para quem vai trabalhar em plataforma offshore.

T-HUET: Treinamento de escape de aeronave submersa em água (Helicopter Underwater Escape Training), obrigatório para quem viaja de helicóptero até a plataforma.

Uma vaga divulgada pelo CAT de São Pedro da Aldeia (RJ), reproduzida pelo Naval Porto Estaleiro, exigia CBSP e T-HUET válidos para dois cargos distintos. Nutricionista e cozinheiro chefe em plataforma offshore precisavam apresentar as mesmas certificações de segurança que um engenheiro ou um técnico. Segurança embarcada vale para qualquer função a bordo, não só para cargos técnicos.

Por isso, o órgão emissor precisa constar por extenso no currículo, não só a sigla CBSP. Recrutadores de diferentes prestadoras usam variações no texto do anúncio. O parser tem mais chance de confirmar o curso quando o currículo repete o nome oficial completo junto da sigla.

Como escrever CBSP e T-HUET no currículo para o ATS reconhecer certo?

O ATS reconhece CBSP e T-HUET quando essas siglas aparecem exatamente como nas vagas, seguidas do órgão emissor e da data de validade, não como descrição livre.

Regra dos 5 Campos da Certificação Offshore: a certificação (CBSP, T-HUET, NR-37, NR-34, NR-33, NR-35) deve entrar no currículo com nome oficial completo e sigla exata usada nas vagas. Os outros três campos são o órgão emissor, a carga horária ou o número da NR, e a data de emissão ou validade.

Currículos que escrevem apenas “curso de segurança básica” são descartados pelo parser mesmo com o certificado em dia.

Exemplo de texto que o parser costuma rejeitar: “curso de segurança de plataforma feito em 2023”. Exemplo de texto que aplica os 5 campos: “CBSP, Curso Básico de Segurança de Plataforma, Marinha do Brasil, emitido em março de 2024, válido até março de 2026”. A diferença entre os dois textos é a mesma certificação real, mas só o segundo formato bate com a string que o parser procura.

Exemplo aplicado aos 5 campos, usando o CBSP:

  1. Nome oficial: Curso Básico de Segurança de Plataforma.
  2. Sigla exata: CBSP.
  3. Órgão emissor: Marinha do Brasil, Diretoria de Portos e Costas.
  4. Carga horária ou norma: informe a carga horária do certificado emitido.
  5. Data de emissão e validade: mês e ano de emissão, mais a data de validade.

O currículo offshore precisa citar cada certificação com sigla exata, órgão emissor e data de validade. O mesmo padrão vale para T-HUET, NR-37, NR-34, NR-33 e NR-35.

Devo citar o número da NR (NR-37, NR-34, NR-33, NR-35) no currículo ou só o nome do curso?

Sim, o número da NR deve constar, porque é assim que o anúncio da vaga e o parser identificam o curso, não pelo nome genérico.

NR-37:Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho que trata de segurança e saúde em plataformas de petróleo. É citada pelo número dentro dos próprios certificados exigidos nas vagas, como em “NR34/NR37 20h”.

A vaga de Operador de Guindaste Nível 2 da JG Engenharia soma NR-11 aos requisitos de CBSP, NR34/NR37 20h, NR-33 16h e NR-35 16h. Todos os itens são citados pelo número dentro do próprio anúncio. A mesma família de vagas também pede 2 anos de experiência offshore. Para o cargo de Supervisor, soma-se proficiência em MS Office (Word, Excel), misturando exigência técnica de segurança com competência administrativa básica.

Escrever “curso de espaço confinado” sem o número NR-33 ou “curso de altura” sem o número NR-35 reduz a chance de correspondência. O parser compara texto contra texto, e a omissão do número normativo é a diferença entre aparecer na busca do recrutador ou não.

Cada certificação com sigla e número corretos conta como palavra-chave técnica no cálculo de aderência do ATS. Para entender como esse score é calculado e como cada palavra-chave pesa na pontuação final, veja o guia sobre score de aderência à vaga.

Posso me candidatar a vaga offshore com CBSP vencido?

Na prática, não: vagas offshore pedem certificado dentro da validade, e currículos com CBSP ou T-HUET vencido costumam ser descartados antes da entrevista.

O anúncio da Estrutural Serviços Industriais para eletricista de manutenção na UO-Rio da Petrobras, em Macaé, exige explicitamente CBSP válido, além de NR-10 e experiência prática offshore. O prazo exato de validade varia conforme o curso e deve ser confirmado direto com o órgão emissor ou com a empresa contratante antes de cada candidatura.

Quando a renovação já está agendada, vale citar isso no currículo em vez de omitir a certificação inteira. A frase “CBSP, válido até mês e ano, renovação já agendada para mês e ano” mantém a sigla reconhecível pelo parser e ainda avisa o recrutador com transparência.

Antes de reenviar o currículo para uma nova prestadora, vale conferir se cada certificação segue dentro da validade exigida no anúncio. Isso importa porque um CBSP válido para o contrato anterior pode já ter vencido no início do próximo ciclo, especialmente em contratos que se estendem por meses.

Quem contrata mais para vagas offshore em Macaé: Petrobras ou empresas prestadoras de serviço?

Prestadoras de serviço contratam a maior parte das vagas offshore em Macaé, atuando sob contrato com a Petrobras em ciclos que se renovam periodicamente.

A mesma prestadora, Estrutural Serviços Industriais, publicou no mesmo anúncio vagas para a parada de manutenção da REFAP, refinaria da Petrobras em Canoas (RS). Isso mostra que a empresa atua em ciclos de contrato tanto offshore em Macaé quanto onshore. Segundo a Wikipédia, estimativas apontam que Macaé concentra mais de 4 mil empresas do setor offshore. Isso explica o volume de anúncios de prestadoras como JG Engenharia, Estrutural Serviços Industriais e Sotreq.

Na prática, isso significa que candidatar-se apenas ao site da Petrobras deixa de fora a maioria das vagas reais do setor. Vale acompanhar os portais de vagas das prestadoras e enviar o currículo para várias delas a cada novo ciclo de contrato. Esperar uma única vaga direta da estatal reduz as chances.

Como adaptar o currículo para cada prestadora sem reescrever do zero?

Adaptar o currículo para cada prestadora significa ajustar a ordem das certificações e do vocabulário conforme o anúncio, sem reescrever a experiência do zero.

O anúncio ativo da Sotreq S/A em vagas.com.br para técnico de manutenção mecânica marítima usa a frase exata “disponibilidade para viagens e atuação em regime offshore” como requisito de rotina. O resumo público do anúncio não cita CBSP ou T-HUET, ao contrário dos anúncios da JG Engenharia e da Estrutural Serviços Industriais.

Passo a passo para adaptar o currículo a cada nova vaga offshore:

  1. Releia o anúncio e marque cada sigla e cada número de NR citados no texto.
  2. Reordene a seção de certificações para colocar primeiro as siglas que aparecem no anúncio.
  3. Ajuste o resumo profissional para citar o nome da função exigida pela prestadora, não um título genérico.
  4. Confira se as datas de validade ainda cobrem o período do novo contrato antes de enviar.

Como cada prestadora usa um vocabulário levemente diferente, reenviar o mesmo currículo genérico para JG Engenharia, Estrutural e Sotreq reduz a aderência em cada candidatura. Por isso, muitos profissionais offshore reajustam o currículo a cada novo ciclo de contrato, como explica o guia de reajuste de currículo por R$ 3,40.

Manter uma planilha simples com o nome da prestadora, a data de envio e a validade das certificações citadas ajuda a não perder o controle. Isso importa quando o mesmo profissional aplica para várias vagas offshore ao mesmo tempo.

O que fazer agora com o seu currículo offshore

Currículo offshore passa pelo ATS quando cada certificação aparece com nome oficial, sigla exata, órgão emissor e data de validade, seguindo a Regra dos 5 Campos da Certificação Offshore. O primeiro passo é testar o currículo atual, de graça, em /ats, que mostra o que o parser está extraindo e quais siglas estão faltando. Se as certificações não aparecerem do jeito certo, a otimização por R$ 7,80 via PIX em /checkout reescreve o texto sem inventar experiência. Veja também como montar a lista de palavras-chave do currículo e como currículos técnicos com registro profissional passam pelo ATS.


Perguntas frequentes

Quais certificações colocar no currículo para vaga offshore (CBSP, HUET, NR-37, NR-34, NR-33, NR-35)?

As certificações mais pedidas são CBSP, T-HUET, NR-37, NR-34 (curso de Movimentação de Carga, NR34/NR37 20h), NR-33 (Espaço Confinado, 16h) e NR-35 (Trabalho em Altura, 16h). Cargos específicos somam NR-10 (elétrica) ou NR-11 (guindaste), além de cursos complementares como MCIA, CESS, CERR e CACI. O currículo deve listar cada uma com sigla exata, órgão emissor e data de validade.

O que é CBSP e quem exige esse curso?

CBSP é o Curso Básico de Segurança de Plataforma, regulado pela Marinha do Brasil, obrigatório para quem vai trabalhar em plataforma offshore. Vagas técnicas, administrativas e até de cozinha e nutrição em plataformas costumam exigi-lo, porque a segurança embarcada vale para qualquer função a bordo. O documento deve constar no currículo com sigla, órgão emissor e validade.

Como escrever CBSP e T-HUET no currículo para o ATS reconhecer certo?

Escreva a sigla exata (CBSP, T-HUET) seguida do nome oficial completo, do órgão emissor e da data de validade, na seção de certificações do currículo. Evite descrições genéricas como “curso de segurança básica”, porque o parser busca a string usada nos anúncios reais. Essa é a base da Regra dos 5 Campos da Certificação Offshore.

Quanto tempo dura a validade do CBSP e do T-HUET?

O prazo exato de validade varia conforme o curso e deve ser confirmado direto com o órgão emissor, a Marinha do Brasil, ou com a empresa contratante. O que se sabe com certeza é que vagas offshore pedem certificado dentro da validade, não apenas o histórico de ter feito o curso algum dia. Por isso, sempre inclua a data de emissão e a validade no currículo, nunca só o nome do curso.

Posso me candidatar a vaga offshore com CBSP vencido?

Na prática, não. Vagas como as de eletricista de manutenção offshore da Petrobras exigem CBSP válido explicitamente no anúncio, e currículos com certificado vencido costumam ser descartados antes da entrevista. O caminho é renovar o curso antes de aplicar, ou deixar claro no currículo que a renovação já está agendada.

Por que meu currículo é reprovado mesmo tendo experiência offshore?

O motivo mais comum é a forma como as certificações estão escritas: descrições genéricas ou sem sigla exata não batem com a string que o parser do ATS procura. Outro motivo é a falta da data de validade, que faz o sistema tratar a certificação como desatualizada. O AjustaCV identifica esses problemas e reescreve o currículo por R$ 7,80 via PIX em /checkout.

Devo citar o número da NR (NR-37, NR-34, NR-33, NR-35) no currículo ou só o nome do curso?

Cite sempre o número da NR junto do nome do curso, porque é assim que o anúncio da vaga e o parser identificam a certificação. Um anúncio real de Supervisor (Rigger) em Macaé chegou a exigir explicitamente que o certificado tivesse o número NR-37 no próprio texto. Currículos que só dizem “curso de segurança” sem o número perdem essa correspondência exata.

Quem contrata mais para vagas offshore em Macaé: Petrobras ou empresas prestadoras de serviço?

A maior parte das vagas offshore anunciadas em Macaé vem de prestadoras de serviço contratadas pela Petrobras, como JG Engenharia, Estrutural Serviços Industriais e Sotreq, não da própria Petrobras diretamente. Essas prestadoras atuam em ciclos de contrato que se renovam, o que faz o mesmo profissional reenviar o currículo várias vezes ao ano para empresas diferentes. Por isso vale reajustar o currículo a cada nova candidatura, ajustando o vocabulário técnico para a prestadora específica.

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